Comunidade
José Sócrates lançou sete linhas PME Investe que davam crédito subsidiado às pequenas e médias empresas.
O Governo de Passos Coelho aproveitou _a ideia e rebaptizou as linhas, chamando-as de PME Crescimento. Seja Investe, _seja Crescimento, a verdade _é que têm sido estas linhas de crédito a impedir uma travagem ainda mais brusca da economia, já que permite a milhares de empresas ter acesso a financiamento que não teriam se fossem bater directamente _à porta dos bancos. O ministro da Economia anunciou ontem que a linha de crédito PME Crescimento vai "ser reforçada", "nos próximos dias", em cerca de mil milhões de euros.
A actual linha que está à disposição das empresas, com uma dotação de 1,5 mil milhões de euros, está prestes a esgotar-se. Segundo os dados avançados, a utilização foi de 85%, com 1.380 milhões de euros de crédito aprovado. _De acordo com Álvaro Santos Pereira, a "linha teve um crescimento quatro vezes superior a todas as linhas existentes anteriormente".
É uma ajuda determinante _para a tesouraria das empresas _e é um sinal de que os bancos continuam a acreditar nas empresas e nos projectos _que se fazem em Portugal.
A desalavancagem imposta pela ‘troika' impede _os bancos de terem mãos largas _na concessão de crédito, por isso é importante que o Estado continue a ajudar a injectar liquidez nas PME a juros suportáveis.
Os ‘spreads' da actual linha variam entre 4,813% e 5,375%, valores inferiores aos praticados no mercado, o que ajuda a justificar o interesse das empresas nesta linha.
Ajudar as PME nesta altura _é determinante para evitar _um agravamento da recessão _e minimizar o drama
do desemprego.
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