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A Maternidade Alfredo da Costa, que será agora integrada no novo grupo hospitalar, tem reclamado junto do Ministério da Saúde para a falta de médicos.
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O ministério da Saúde cria mega-agrupamento de saúde na capital para colmatar falta de médicos. Fusão promove mobilidade dos clínicos.
A criação do novo Grupo Hospitalar do Centro de Lisboa (GHCL) vai permitir que médicos e enfermeiros circulem entre os seis hospitais que agora passam a fazer parte deste mega-agrupamento de saúde: Curry Cabral, Maternidade Alfredo da Costa, D. Estefânia, Santa Marta, Capuchos e São José. O objectivo é compensar a falta de especialistas, nomeadamente de obstetrícia e neonatologia, pode ler-se na portaria que regulamenta a criação do novo grupo hospitalar, ontem publicada em Diário da República. Uma situação que poderá vir a agravar-se com a abertura do novo Hospital de Loures, marcada para o primeiro trimestre de 2012.
"Passa a existir uma plataforma que articula a relação entre os vários hospitais que integram o GHCL e que potencia os recursos existentes para melhor responder às necessidades de cuidados de saúde da população de Lisboa e Vale do Tejo", explicou fonte oficial do Ministério da Saúde ao Diário Económico.
Na prática, os seis hospitais vão continuar a funcionar autonomamente: "Estes hospitais mantém a sua autonomia administrativa e financeira e recursos humanos próprios", explicou a mesma fonte, acrescentando que "não há qualquer alteração dos conselhos de administração". Ou seja, a reorganização destes hospitais não implicará uma redução do número de gestores hospitalares, à semelhança do que aconteceu com a criação dos 14 centros hospitalares do Norte e Centro do País.
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