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PS

Seguro recomenda "estabilidade no discurso" a FMI e BCE

Económico com Lusa  
22/07/12 18:24


O secretário-geral do PS, António José Seguro, recomendou ao FMI BCE e outras instituições europeias "estabilidade no discurso".

O secretário-geral do PS, António José Seguro, recomendou ao Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu (BCE) e outras instituições europeias "estabilidade no discurso" em relação aos países sob assistência financeira.

Ao comentar a notícia de hoje do semanário alemão Der Spiegel de que o FMI se propõe retirar a ajuda financeira à Grécia, o que levará à falência daquele país em Setembro, Seguro disse esperar que esse cenário não aconteça.

"Espero que isso não aconteça. Infelizmente têm surgido diversas notícias no que diz respeito à atitude do FMI e do próprio BCE em  relação aos países sob assistência financeira. É necessário que o FMI e todos os que têm estado a ajudar os países e as economias do  sul [da Europa], mas também da Irlanda, percebam que têm de manter estabilidade no seu discurso", disse o secretário-geral do PS.

Em declarações aos jornalistas, em Oliveira do Hospital, à margem das comemorações do Dia da Federação Distrital de Coimbra do PS, António José Seguro defendeu que as políticas da 'troika' "devem ser politicas que ajudem" as economias dos países sob assistência financeira a desenvolverem-se.

"A próxima avaliação da 'troika' [em agosto] tem de ter em conta, em primeiro lugar a situação social e económica do nosso país. Por mim já devia ter tido em avaliações anteriores", frisou.

Seguro reafirmou que possui uma perspetiva "completamente diferente" da que está a ser implementada em Portugal pelo Governo, defendendo um período de ajustamento de "mais um ano" no programa de ajuda financeira.

"Não é por facilitismo. É porque o montante de ajustamento aumentou e a realidade mudou, completamente", afirmou António José Seguro. O líder socialista disse ainda que a 'troika' deve olhar para a realidade [do país] e o memorando deve ser ajustado a essa realidade.

"Essa é a principal crítica que faço ao Governo e à 'troika'. Não é a realidade que tem de se ajustar ao memorando, é o memorando que tem de se ajustar à realidade", disse António José Seguro

 





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