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PS

Seguro não esclareceu as "partes" do memorando com as quais discorda

Económico com Lusa  
05/02/12 19:02

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Secretário nacional para Comissão Nacional do PS diz que Seguro não disse as "partes" do acordo com a troika com as quais discorda.

"Não vou referir porque não foi referido na intervenção. O que foi referido na intervenção é que seremos responsáveis na oposição, porque pode-se servir o país na oposição e no Governo e o Partido Socialista está na oposição por opção dos portugueses e pode servir o país e servirá o país na oposição, respeitando aquilo que são acordos internacionais", disse Miguel Laranjeiro.

O secretário-geral do PS afirmou hoje perante a Comissão Nacional, o órgão máximo dos socialistas entre congressos, que não foi ele quem assinou nem negociou o memorando com a ‘troika', mas que vai honrar os "compromissos".

Na reunião à porta fechada, Seguro afirmou ainda, conforme foi transmitido aos jornalistas, que "discorda de alguns pontos do memorando", mas, à saída para o almoço recusou esclarecer a que pontos se referia.

"O Partido Socialista honra os seus compromissos. O Partido Socialista, a direcção, o secretário-geral, honram o passado e honram os compromissos que assumiram", afirmou Miguel Laranjeiro.

"Não vou adiantar a matéria em concreto, é verdade que fez essa afirmação na Comissão Nacional, mas queria aqui realçar que honramos os compromissos e honramos compromissos internacionais, como é o caso do memorando de entendimento", acrescentou.

Questionado sobre se temia que as considerações de Seguro sobre o memorando da ‘troika' pudessem cair mal entre membros da Comissão Nacional que negociaram directamente o acordo de ajuda externa, como o ex-ministro Pedro Silva Pereira, Miguel Laranjeiro respondeu: "Não, não temo".

"Valorizamos estas reuniões, a comissão nacional é o órgão entre congressos mais importante do Partido Socialista e é normal que o secretário-geral, na sua primeira intervenção depois de os órgãos eleitos, porque esta é a primeira Comissão Nacional depois de todos os órgãos eleitos, faça uma intervenção detalhada, demorada, abordando diversos pontos, incluindo este", afirmou.

O programa de ajuda financeira a Portugal foi negociado pelo então primeiro-ministro e ex-secretário-geral do PS José Sócrates.

 

 





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