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Conferência

Seguro diz ao Governo que está aberto a uma estratégia nacional

Inês David Bastos  
05/12/11 11:16

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É urgente que o Governo tenha uma agenda nacional mobilizadora para uma saída sustentável da crise.

Foi este o apelo que o secretário-geral socialista deixou esta manhã ao primeiro-ministro na conferência do Diário Económico, em Lisboa, onde Seguro disse estar aberto a participar numa 'estratégia nacional' para o país. Seria desejável que com os partidos políticos que estivessem disponíveis - e o PS está - juntamente com confederações e outras associações, como por exemplo universidades e outros sectores mais dinâmicos, pudéssemos ter uma estratégia nacional no qual o orçamento era um instrumento', desafiou o líder socialista.

Seguro falou sobre as saídas para a crise e defendeu que existe outro caminho, que não o da austeridade apenas. O líder socialista apontou três dimensões necessárias para este caminho, uma dimensão mundial, onde sugeriu que não é possível fazer uma verdadeira regulação dos mercados financeiros com a existência de paraísos fiscais, uma europeia, onde avançou com várias propostas e uma nacional. Nesta Seguro reconheceu que 'há muito trabalho a fazer' e reiterou que o PS defende a consolidação mas que é necessário ter uma estratégia que pense o país depois da crise.

Voltando a defender a ideia de que Portugal devia pedir a 'troika' o alargamento por uma no do prazo de cumprimento do programa, Seguro argumentou que o caminho a seguir deve privilegiar a Economia. 'Não é empobrecendo que teremos condições de pagar dívidas', disse, apontando como 'principal problema' de Portugal o 'fraco crescimento económico'.

'O nosso país tem que ter pensamento estratégico sobre questões europeias. Qualquer que for a evolução política e económica da União Europeia, Portugal tem que estar na primeira linha', disse, num tom de aviso a Pedro Passo Coelho, a quem pediu uma intervenção mais activa nas questões europeias. Aliás, na sua intervenção, o líder socialista criticou a postura do Governo no contexto europeu, sobretudo por apoiar o eixo franco-alemão e não apresentar ideias divergentes.





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