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O líder do PS considera também que o banco público devia ter acesso à linha de recapitalização da banca, no valor de 12 mil milhões de euros.
"Não concordo com a privatização da Águas de Portugal, da RTP, dos seguros da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Acho também que é importante que a CGD tenha acesso à linha de 12 mil milhões que é apenas para os bancos privados", afirmou António José Seguro, em entrevista à RTP.
Na mesma ocasião, o líder do PS frisou que não concorda com o despedimento por inadaptação sem qualquer outra justificação.
Seguro acrescentou não acreditar na "receita que o Governo está a aplicar", nem na receita que a União Europeia está a aplicar. "Vemos os resultados na Grécia. Não quero que aconteça em Portugal o que aconteça na Grécia", frisou.
Para o líder do PS, o Executivo de Passos Coelho "tem carregado nas medidas de austeridade e sem necessidade", exemplificando com o corte nos subsídios de Natal dos funcionários públicos.
"Ainda não sei o que é preciso que aconteça em Portugal e na Europa para que o primeiro-ministro arrepie caminho e não continue neste caminho de austeridade", disse Seguro, que voltou a frisar que não foi ele que negociou e assinou o memorando de entendimento com a troika.
O líder do PS notou ainda que quer ser primeiro-ministro "mas não por demérito do primeiro-ministro que lá está" e sim por mérito do seu programa para o País.
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