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Líder do PS disse que quem, no partido, negociou o programa de ajuda não o pode criticar quando tem que cumprir o seu conteúdo.
O líder do PS, António José Seguro, afirmou na Comissão Nacional que quem, no PS, negociou o programa de ajuda externa não o pode criticar quando ele tem que cumprir o seu conteúdo, disseram à Lusa fontes socialistas.
Na intervenção perante a Comissão Nacional, o órgão máximo do partido entre congressos, o secretário-geral disse que não tinha sido ele quem tinha negociado ou assinado o memorando, discordando de vários pontos do programa, mas que iria honrar os compromissos. Seguro saiu para almoço sem esclarecer os jornalistas sobre os pontos com os quais discordava e o secretário nacional para a organização, Miguel Laranjeiro, transmitiu depois que o secretário-geral não tinha mencionado na sua intervenção as matérias das quais discordava.
Fontes presentes na reunião ouvidas pela Lusa, confirmaram que o líder do PS não especificou os pontos do programa que mereciam a sua discórdia e que essa referência foi um "recado" directo para o interior do partido e não uma desresponsabilização do memorando em relação ao exterior.
Seguro disse que aqueles que, no PS, negociaram o acordo não o podem vir agora criticar por ter que cumprir com o que esse programa estabelece, referiram as fontes.
Na Comissão Nacional têm assento e compareceram vários membros do anterior Governo, liderado por José Sócrates, nomeadamente Pedro Silva Pereira, Vieira da Silva ou Jorge Lacão.
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