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Manuel Baganha diz que as operações realizadas pelo Fundo são sigilosas e que a compra e venda de activos faz parte da actividade do Fundo que gere.
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O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social vai hoje ao mercado comprar dívida.
O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social - que se destina a suprir eventuais défices do sistema de pensões dos portugueses no futuro - esteve nos últimos dias a vender activos financeiros estrangeiros para comprar dívida pública nacional, segundo apurou o Diário Económico junto de várias fonte do mercado.
Nos últimos dias, as vendas de activos financeiros intensificaram-se, por parte do Fundo da Segurança Social, numa altura em que o Ministério das Finanças se depara com dificuldades em encontrar investidores internacionais para a compra de dívida pública e quando os próprios bancos nacionais ponderam deixar de comprar dívida portuguesa. As vendas do Fundo coincidiram com a emissão extraordinária lançada no passado dia 1 de Abril, em que o IGCP colocou 1.645 milhões de euros e com a emissão de Bilhetes do Tesouro de hoje.
Manuel Baganha, presidente do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS), entidade que gere o respectivo fundo, esclareceu que é uma prática corrente o instituto comprar e vender activos. Mas questionado sobre se estas operações tinham como objectivo adquirir margem financeira para depois comprar dívida pública, concretamente a operação de venda de Bilhetes do Tesouro de hoje, foi peremptório em esclarecer que as operações financeiras "são sigilosas" e que o fundo tem de cumprir rácios obrigatórios de dívida pública. Ou seja, como nos mercados a dívida pública portuguesa vale cada vez menos, o Instituto é obrigado a comprar mais dívida para respeitar o respectivo rácio, mas simultaneamente, compromete-se a rendibilidade do Fundo. Aliás, Manuel Baganha não deixou de salientar que a compra e venda de activos faz parte da actividade corrente do instituto por forma a rentabilizar o respectivo fundo.
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