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Jogo entre Grécia e a Alemanha na sexta-feira é considerado de alto risco. Responsáveis pelo Turismo tentam despolitizá-lo.
A maioria dos alemães, segundo as sondagens, quer a Grécia fora do euro mas, tanto na política como no futebol, os gregos resistem. Na próxima sexta-feira, a selecção helénica, liderada por Fernando Santos, vai tentar continuar em prova mas o confronto com a Alemanha promete ser muito mais que um jogo de futebol.
"É claro que é uma oportunidade de vingança para nós", diz Kyriakos, 27 anos, estudante, na movimentada praça de Monastiraki, no centro de Atenas. "Os alemães têm-nos humilhado, querem-nos tirar as ilhas e estão a condenar-nos à pobreza - aqui toda a gente sabe isso", diz.
Esta atitude que parece generalizada na população grega deixa os responsáveis pelo sector do Turismo em estado de alerta em relação a um jogo que consideram de alto risco. A crise do euro reabriu as feridas não saradas da ocupação na Segunda Guerra Mundial e reanimou os estigmas entre os dois países.
"Tenho muito medo desse jogo", explica George Drakopoulous, director da associação de empresas de turismo da Grécia (SETE), em entrevista ao Diário Económico. "Para mim é só um jogo, mas há quem veja isso como uma guerra e a estupidez de alguns pode estragar tudo". O receio é que no estádio, em Gdansk na Polónia, os adeptos gregos exibam ao mundo essa raiva, com alusões à crise do euro ou à ocupação alemã na última grande guerra.
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