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Indústria

Sector da logística animado pela conclusão de negócios

Elisabete Soares  
15/01/12 09:20

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O mercado de armazéns na Grande Lisboa manteve indicadores positivos.

A nova oferta de espaços de armazéns e logística deverá rondar este ano os 130 mil metros quadrados (m2), o que representa um aumento de cerca de 40% em relação a 2011. Para este ano as previsões apontam para um forte abrandamento da promoção de espaços de armazéns e logística, na sequência do fraco clima económico do País e da dificuldade por parte dos promotores de arranjar financiamento para a construção.

No entanto, o mercado da logística viveu em 2011 um ano de alguma animação. "A ocupação de imóveis negociados numa fase anterior ao actual período de instabilidade, mas cuja ocupação aconteceu em 2011, criaram alguma animação no mercado de armazéns e logística da Grande Lisboa", refere o relatório sectorial elaborado pela consultora CBRE. Este facto permitiu que os indicadores da oferta e procura de espaços tivessem crescido face ao mesmo período de 2010.

A absorção de espaços realizada em 2011 deverá rondar os 180 mil m2, ficando em linha com a média registada nos últimos cinco anos. Em 2011 destaca-se o facto de cerca de 30% desta absorção ter sido gerada por uma única ocupação, realizada pela Sonae MC na segunda fase do Eco Industrial Park Azambuja, desenvolvido pela Turiprojecto. Outro negócio concretizado foi com o operador logístico Farmavenix, que ocupou 5.300 m2 no Logispark Montijo. Já as antigas instalações fabris da Pioneer, com 11 mil m2, localizadas no Parque Industrial do Seixal, foram vendidas a uma empresa nacional no sector da metalomecânica.

Também a inauguração das novas instalações da Nobre, muito divulgada, envolve um edifício, com 10 mil m2 de área coberta, que passaram a estar concentradas numa nova plataforma logística instalada no Parque de Negócios de Rio Maior. Um aspecto a destacar é o facto de cerca de 70% da nova oferta concluída em 2011, ser de espaços construídos à medida do ocupante e, como tal, com contratos de construção ou de arrendamento acordados há algum tempo.

Assim, para este ano, prevê-se que haja uma redução nos níveis de absorção, não só pela menor promoção de novos espaços, mas também face aos baixos indicadores de produção e de confiança do sector.





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