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Empresa tem compromissos de 4,4 mil milhões com SCUT e ex-SCUT até 2015, além de ter de pagar mais 6,3 mil milhões até 2030 a novas concessões.
A Estradas de Portugal (EP) tem de pagar cerca de 10,8 mil milhões de euros aos concessionários das SCUT (vias sem cobrança ao utilizador), ex-SCUT e novas concessões rodoviárias. Estas previsões constam da auditoria feita pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF) à empresa responsável pelo sector rodoviário nacional e respeitam a encargos que se vão estender até 2015, no caso das SCUT e ex-SCUT, e até 2030, para as concessões rodoviárias adjudicadas nos últimos três anos.
Hoje à tarde, na Assembleia da República, terá lugar uma audição conjunta nas Comissões Parlamentares de Economia e Finanças e das Obras Públicas com a presença, primeiro, dos inspectores responsáveis pela auditoria da IGF, e depois com os administradores da própria empresa pública.
O quadro traçado pela auditoria da IGF ao futuro da EP é dramático. No parecer anexo à auditoria, a que o Diário Económico teve acesso, o inspector de finanças que dirigiu a investigação realça que "a empresa não dispõe de um modelo de financiamento que lhe permita assegurar a sustentabilidade económica e financeira. Mais à frente, o mesmo documento destaca que a EP "irá enfrentar sérias dificuldades em se financiar até 2013, perspectivando-se a insustentabilidade financeira a partir de 2014", devido ao começo do pagamento às subconcessões rodoviárias lançadas e adjudicadas no último Governo.
Por um lado, os peritos da IGF destacam que o ‘cash flow' das ex-SCUT só será positivo a partir de 2025, "sendo que até esse ano geram necessidades de financiamento na ordem dos 4.433 milhões de euros. Além disso, a IGF apurou que as sete subconcessões lançadas e adjudicadas nos últimos três anos, "apenas a partir de 2039 terão ‘cash flows' positivos, originando, até 2030, necessidades de financiamento de 6.322 milhões de euros". Em resultado de tudo isto, a dívida bancária da EP deverá atingir 4.256 milhões de euros já em 2015, sendo o período entre 2011 e 2015 responsável por acumular de 2.255 milhões de euros de dívida bancária da empresa.
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