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O seu último desafio foi encontrar novos accionistas estratégicos para o BCP.
Não é novidade para ninguém que Carlos Santos Ferreira é um apaixonado pela diplomacia. Tem em John Le Carré um dos seus autores preferidos e é um apaixonado por estratégia militar. Toda a sua presidência à frente do BCP é marcada por esse seu traço de personalidade. Tem sido um ponto de equilíbrio entre os seus pares no Conselho de Administração e mesmo entre os accionistas.
Com boas relações com a angolana Sonangol, Carlos Santos Ferreira, no seu segundo mandato à frente do maior banco privado português, mudou a rota da internacionalização do banco, apostando em mercados à medida da petrolífera de Angola, maior accionista do BCP com 15%. Assim anunciou a intenção de entrar em mercados como S.Tomé e Príncipe e Namíbia, e pôs o BCP a apostar nos mercados da China e Brasil. O seu último desafio à frente do BCP será mover os seus contactos diplomáticos na China e Brasil para tentar encontrar novos accionistas de referência, que a par com a Sonangol formem um núcleo duro de accionistas privados. Desta forma pretende tornar o banco mais sólido ao mesmo tempo que dilui o peso do Estado após o recurso esperado à linha de recapitalização da ‘troika'.
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