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O CEO do BCP ficará com a missão de acompanhar os novos accionistas estrangeiros.
A Sonangol convidou Carlos Santos Ferreira para ficar como consultor da internacionalização do BCP, num órgão a criar dentro do banco que ainda não tem contornos definidos. Ao que o Diário Económico sabe será um comité de ‘internacional adviser' para as relações com os ‘stakeholders' estrangeiros.
O ainda CEO do BCP ficará assim com um papel equiparável ao de chefe das relações diplomáticas do banco com os seus accionistas estrangeiros e com as subsidiárias do BCP em Angola, Moçambique, Polónia, China, Brasil, entre outros. Não está, no entanto, ainda definido que tipo de estrutura será criada no banco para acomodar as futuras funções de Carlos Santos Ferreira, mas o Conselho Geral e de Supervisão irá discutir esse assunto nas próximas semanas, ao mesmo tempo que desenhará um novo modelo de ‘governance' passando de um modelo dualista para o modelo monista.
Desta forma, o banco continuará a poder contar com os contactos diplomáticos de Santos Ferreira junto dos accionistas de referência, nomeadamente com os novos accionistas, revelou ao Diário Económico fonte ligada ao processo. Já há um acordo de cavalheiros entre o BCP e um banco chinês para a entrada no capital do maior banco privado português. O China Development Bank deverá tornar-se accionista de referência do BCP com uma participação equivalente à da Sonangol, que detém 15% do BCP, soube o Diário Económico.
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