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O BCP vai finalmente recuperar o modelo que Jardim Gonçalves, ex-presidente, tentou impôr em 2007.
Carlos Santos Ferreira, num comunicado enviado por ‘email' aos colaboradores do BCP, e a que o Diário Económico teve acesso, defende que o "o modelo de governance monista é o mais adequado neste momento por permitir uma maior aproximação de todos os administradores ao dia-a-dia do Banco". E acrescenta que "a ser implementado, este novo modelo beneficiará com a entrada de outras pessoas no processo de gestão e de decisão. Um processo que requer sangue novo para uma nova página e uma longa marcha", confirmando assim a sua saída, tal como foi revelado ontem pelo Diário Económico.
A implementação do modelo monista, onde há um conselho de administração que designa os administradores executivos, é a implementação de uma mudança que Jardim Gonçalves, então presidente do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) do BCP, tentou levar à célebre Assembleia Geral (AG) de 28 de Maio de 2007, e que deu origem à guerra de poder no banco.
Estávamos em Março de 2006, quando o BCP então sob a presidência de Paulo Teixeira Pinto, adoptou para o banco o modelo dualista com um conselho de administração, que gere, e um Conselho Geral e de Supervisão que supervisiona e fiscaliza. Mas o modelo dualista tal como é definido por lei, tem no entanto, na versão de Teixeira Pinto, uma excepção incluída nos estatutos do banco: que o conselho de administração seja eleito directamente em AG.
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