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21:52 Terça, 24 de Novembro 09
Estudo

Salários da Função Pública estão "claramente acima" dos privados

Económico com Lusa  
16/07/09 16:00


As conclusões fazem parte dum estudo do Banco de Portugal.

As conclusões fazem parte dum estudo do Banco de Portugal.

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Os funcionários públicos "auferem um salário mensal claramente acima dos seus congéneres do sector privado", mostra um estudo do Banco de Portugal.

"Os trabalhadores do sector público auferem um salário médio mensal claramente acima dos seus congéneres do sector privado, tendo o respectivo diferencial aumentado ao longo do tempo, de cerca de 50% em 1996 para quase 75% em 2005", diz o documento, assinado por Maria Manuel Campos e Manuel Coutinho Pereira.

O estudo, que não leva em conta a reforma da Administração Pública lançada a partir de 2005 pelo actual Executivo, conclui que o diferencial entre o salário médio da Administração Pública e o salário do sector privado para trabalhadores com as mesmas funções aumentou de 50 para 75%, entre 1996 e 2005.

Segundo o documento, elaborado com base nos recenseamentos da Administração Pública de 1996, 1999 e 2005, e nos quadros de pessoal do sector privado para estes anos, se a referência for a remuneração horária, então esse diferencial é ainda maior. Isto acontece porque, no sector privado, onde é menor a assimetria e dispersão salarial, o tempo médio de trabalho é mais longo, adianta.

Além de indicar que a proporção dos funcionários públicos que dizem ter educação universitária ronda os 50%, contra os 10% no sector privado, o estudo refere que os trabalhadores do sector privado acompanharam a administração pública na contenção de salários implementada após 2002.

Entre os factores que terão contribuído para a limitação do crescimento de salários no sector privado, o estudo aponta um recuo acentuado na sindicalização - acima do verificado na administração - e a intensificação da concorrência internacional.

Sobre os rendimentos dos funcionários públicos, indicam que trabalhadores em início de carreira foram os mais beneficiados pelos aumentos ocorridos no período 1996-2005, verificando-se uma redução de prémios à medida que se passa dos escalões mais baixos para os superiores, face aos privados.

"O aumento do prémio salarial no sector público para os licenciados no início da carreira é explicado, em particular, por um acréscimo da oferta destes trabalhadores dirigida ao sector privado, que terá sido acomodado por mudanças na respectiva estrutura do emprego e por um ajustamento em baixa do salário à entrada", explica o estudo.

Segundo refere o documento, "os funcionários públicos têm, porém, um ritmo de progressão na carreira mais lento do que os seus congéneres do sector privado, facto que deverá ter um impacto negativo na sua motivação".

Os dados avançados pelo estudo revelam que a Administração Pública empregava, nessa década, em Portugal, cerca de um quinto da mão-de-obra nacional.


Comentários

Rui Mendes, Lisboa | 16/07/09 16:15
Este tema é bastante sensivel para ser abordado numa noiticia muito curta.No meu entendimento a função publica deve ser bem remunerada de acordo com os principios de gestao de RH e com a aplicaçao de uma avaliação de desempenho.Uma função publica bem remunerada teremos melhores pessoas a defender a coisa publica.Este texto tem um sentido ambiguo é que ao mesmo tempo a função publica é sustentada por impostos, logo estamos a pagar os salarios dos mesmo e os privados ganham menos, mas por outro lado nao se deve entender que o caminho a percorrer é a reduçao da força de trabalho e dos ordenados.O caminho a percorrer é que o Estado emagreça toda a sua estrutura não necessária e se possivel e porque não a privatizaçao de serviços a privados(concessões ou gestao de serviços), negociando contratos de forma a dinamizar areas não desenvolvidas da função publica(sem que os trabalhadores percam direitos,por ex serviços limpeza dos hospitais).O Estado deverá ser o regulador e não o empregador.Sou a favor de uma boa função publica, mas isso demorará anos.


joao caracol, porto | 16/07/09 16:22
Sim senhor grande estudo. E comtabilizaram também o dinheiro que sector privado é dado por fora, ou seja, em dinheirinho vivo, sem descontos de IRS ou para a SS. Conheço muita gente no sector privado e nenhum com as mesmas funções recebe menos que os seus congéneres da FP, declaram é menos.


xxx, x | 16/07/09 16:22
Esta estatistica deve ser só em relação aos altos cargos tipo Deputados... Governador de Portugal... etc isto só para referir alguns isto porque o pessoal desconhece claramente a realidade da função publica.


JB, | 16/07/09 16:27
Se no sector privado só 10% têm formação universitária, aí poderá estar a explicação, não acham? Ponham-se a estudar. Não é difícil, é só ter vontade de mudar.


vg, | 16/07/09 16:28
FPs: já sabem onde não votar..


Cavlis, | 16/07/09 16:30
Basta ver o salário do governador do Banco de Portugal.


Helder, Valongo | 16/07/09 16:31
Ele deve é ter vergonha daquilo que ganha.
Só ele ganha mais do 300 ou 400 funcionários ad função publica


Felix, | 16/07/09 16:31
A começar pelo Governador do Banco de Portugal, ninguem diria...............


Pereira, braga | 16/07/09 16:41
Claramente Portugueses de primeira e de segunda. País de terceiro mundo.


Sem papas na lingua, Porto | 16/07/09 16:41
Começo por dizer que acima do custo, o que mais se destaca, é a falta de qualidade disponibilizada por estes..., aliás nem de propósito, esta abécula, é talvez melhor exemplo disso mesmo.


pedro, | 16/07/09 16:42
Bom, retirem os funcionários públicos da economia ou nivelem-lhes os vencimentos de acordo com os praticados no privado (defendido por muito empresário e gestor) e vão ver para onde vai a economia... Sendo os FP os que ainda ganham alguma coisa de jeito e a estabilidade no emprego, compõem a nossa classe média. Se mexem muito nisso, o consumo vai pelo cano e a seguir as emrpesas...


Observador, | 16/07/09 16:43
O salário do DESGOVERNADOR do Banco de Portugal é " escadalosamente acima " do que o do Sr Governador do Banco da ALEMANHA aufere.

Comparece-se as 2 ECONOMIAS ( sorte grande.......... e a TERMINAÇÂO ).

Republica das BANANAS por cá.


rs, | 16/07/09 16:44
ou seja se a mão de obra em portugal for na ordem dos 4M. andam então 3.2M a trabalhar para sustentar os restantes 7.8M. é evidente que é impossivel termos 100% de população activa tendo em conta jovens e reformados, mas com estes valores conclui-se que dificilmente passaremos da cepa torta. tirando as duas faixas mencionadas há muito chulo neste pais.


lucio, | 16/07/09 16:45
Muito se queixa esta gente! Nunca estao bem com o que têm! Mas é por estas e por outras do género que estamos no caus em que estamos. Um exemplo concreto é da reforma que o Sr. Antonio Guterres tem, 20.000€ /mes, mas pra ele ainda deve ser pouco. Vivemos num páis de anedotas é o que é!!


José, | 16/07/09 16:48
se alguém ainda tem dúvidas sobre os privilégios da "classe" , apenas acrescentar que, para além do mais, não estão sujeitos ao "stress" do trabalho por "objectivos" e á precaridade existente no sector privado,.....


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