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Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, destacou ontem os resultados da execução do OE/2010.
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A redução de cinco mil docentes ajudou a compensar a derrapagem da despesa com os dois submarinos.
O corte no número de professores do Estado permitiu travar o crescimento das despesas com pessoal de 2010, revelou ontem a Direcção-Geral do Orçamento. A redução de cinco mil docentes no actual ano lectivo foi um dos factores que ajudou a compensar a derrapagem da despesa pública provocada pelo pagamento dos dois submarinos. Mas não foi o único: as receitas tiveram de ser insufladas com o fundo de pensões da PT para que Teixeira dos Santos garantisse um défice abaixo dos 7,3% a Bruxelas.
A promessa foi reafirmada ontem pelo ministro das Finanças: "Temos uma base sólida para confiar que o apuramento do défice em contas nacionais vai ficar abaixo de 7,3%", disse Teixeira dos Santos, no final da conferência do Conselho de Ministros.
A confiança do ministro tem por base a execução do orçamento em contabilidade pública - ou seja, na óptica de caixa e não na que é válida para Bruxelas. Mas ainda que provisórias, as contas permitem já apurar alguns dos resultados das medidas de austeridade.
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