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O cenário de um acordo diplomático para a Síria, negociado entre o regime de al-Assad e a oposição, está cada vez mais posto de lado depois do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, ter desistido ontem de mediar o conflito .
"Há demasiadas acusações mútuas e insultos recíprocos" dentro do Conselho de Segurança para conseguir um compromisso internacional, afirmou Annan aos jornalistas em Genebra, quando questionado sobre os motivos da sua renúncia. Para este responsável, que deixa o cargo a 31 de Agosto, "as divisões persistentes dentro do órgão máximo da ONU" converteram esta instituição "num obstáculo para a diplomacia, o que torna muito mais difícil o trabalho do mediador".
Segundo fontes do Conselho de Segurança, citadas pela al-Jazeera, a saída de Kofi Annan está ligada à frustração dos EUA e dos países árabes com o empenho do enviado para uma solução diplomática. Washington acredita que todas as vias de diálogo com o regime do presidente sírio Bashar al-Assad já foram esgotadas, depois do primeiro plano de paz de Annan para a guerra civil - que dura há 16 meses e matou 20 mil pessoas - nunca ter saído do papel.
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