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Empresas

30 Nov 2010

Saiba quais são as melhores seguradoras em Portugal

Dírcia Lopes
Saiba quais são as melhores seguradoras em Portugal

As companhias estão empenhadas em melhorar a imagem. As estratégias que estão no terreno ajudaram o sector a arrecadar o quarto lugar no ‘European Customer Satisfaction Index’.

Gerir o relacionamento com os clientes é uma premissa que cada vez mais deve estar no dia-a-dia das empresas. O mercado segurador não é excepção, sobretudo tendo em conta que um cliente descontente facilmente abandona a sua seguradora, enquanto um que esteja satisfeito depressa mantém a aposta numa determinada empresa e subscreve novos produtos.

Por isso, as empresas têm reforçado o papel junto dos clientes identificando oportunidades de mercado e desenhando o perfil do cliente dos diversos tipos de seguros. Esta estratégia já provou ter sucesso, com as seguradoras a liderarem, pelo segundo ano consecutivo, o ‘European Customer Satisfaction Index' - ECSI Portugal 2009, no qual a APS é uma das entidades parceiras.

A Generali Companhia de Seguros é a empresa melhor colocada no que se refere à satisfação dos clientes, pelo segundo ano consecutivo. Santi Cianci, presidente da Generali, explicou que a estratégia da empresa passa por manter o seu posicionamento "como uma referência na satisfação dos clientes e pela construção de uma posição no mercado sustentada na relação sólida com clientes, accionistas e distribuidores, mais do que numa lógica de obtenção de quota de mercado".

Por isso defende o desenvolvimento de acções que impulsionem o relacionamento e proximidade do cliente com a companhia, ao invés de ofertas e descontos, poderá ser aplicado através da agregação de produtos e/ou serviços aos seguros já contratados. "Devemos optar por reter os bons clientes, mantê-los satisfeitos e resistir à tentação de conquistar a todo custo novos clientes, que muitas vezes desconhecemos e que apenas nos procuram na tentativa de obter um serviço a baixo custo e sem preocupação com o que deveria ser fundamental, a qualidade e serviço diferenciado", salientou o presidente da Generali.

Seguradoras à frente da banca

O sector no geral manteve o quarto lugar entre as 13 áreas de actividade analisadas no índice nacional de satisfação do cliente e situando-se mais uma vez à frente da banca, que não foi mais além do que o sexto lugar.

O Índice Nacional de Satisfação do Cliente para o sector financeiro fez 4041 entrevistas no sector segurador, sendo que contou com a participação de 15 seguradoras ou marcas. Em 2009 as seguradoras atingiram 7,27 pontos, sendo apenas ultrapassadas por empresas ligadas ao negócio de gás de garrafa, rede móvel e comunicações.

De acordo com as conclusões deste estudo, no sector segurador o índice mais elevado é obtido na qualidade apercebida (7,74 pontos), seguido pela imagem (7,64 pontos). À semelhança do que acontece com a generalidade dos sectores estudados, o resultado mais modesto do sector segurador é obtido no valor apercebido (6,48). Sobre este desempenho, Pedro Seixas Vale, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) explicou que resulta do "esforço que o sector segurador tem feito no relacionamento com os clientes, na qualidade dos serviços e na inovação".

Na generalidade das variáveis estudadas este sector apresenta em geral o 3º ou 4º índice mais elevado de entre os sectores estudados. No campo das reclamações destaca-se o facto de ter conseguido um posicionamento mais favorável (2ª posição) enquanto o posicionamento mais modesto diz respeito à lealdade do cliente (5ª posição). Neste âmbito, Seixas Vale explica que os clientes dos seguros são os mais sensíveis aos preços, o que explica a grande rotatividade de clientes perante um mercado com forte concorrência entre as várias companhias.

Venda mundial soma mais de três mil milhões de euros

A evolução do volume de prémios do mercado segurador mundial foi negativa em 2008 e 2009, menos 3,6% e 1,1%, respectivamente. Segundo a análise feita no Relatório de Mercado da APS, a produção do ramo Vida caiu 2% entre 2008 e 2009, desempenho a que não é alheio a conjuntura financeira internacional que condicionou a venda de seguros e de outros produtos financeiros, sobretudo em mercados mais desenvolvidos como a Inglaterra e Estados Unidos. A produção do ramo Não Vida também decresceu devido aos efeitos da retracção da economia e de uma redução genérica dos prémios médios devido ao ambiente concorrencial que se vive no sector segurador. De acordo com o mesmo documento, a produção de seguros mundial ascendeu a mais de três mil milhões de euros (4,1 mil milhões de dólares) em 2009. Por áreas geográficas, o mercado europeu tem uma dimensão relativa com uma quota de quase 40%, contra os 33% do norte-americano e 24% do asiático, sendo este o que mais progrediu nos últimos dois anos. Neste período não se assistiu a uma expansão da actividade na União Europeia. Em 2008 houve um aumento do número de empresas, mas registou-se uma diminuição no volume de empregados, de prémios e investimentos em carteira. Em 2009 o volume de prémios atingiu os cerca de 1,5 mil milhões de dólares, com um crescimento moderado de 2,2%. O mercado inglês continua a ser o maior da U.E. com cerca de um quinto do volume de prémios total.


Seguradoras estudadas em 2009 no ECSI

- Açoreana
- Alico Portugal
- Companhia de Seguros Allianz
- AXA Portugal Companhia de Seguros
- Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial
- Generali Companhia de Seguros
- Império Bonança Companhia de Seguros
- Liberty Seguros
- MÉDIS Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde
- Multicare Seguros de Saúde
- Ocidental Companhia Portuguesa de Seguros
- OK! teleseguros -Companhia de Seguros
- Seguro Directo Gere
- Companhia de Seguros Tranquilidade
- Zurich Companhia de Seguros

Fonte: APS

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