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O presidente do PS diz que o povo tem que sofrer as crises tal como o Governo sofre.
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Almeida Santos disse que os sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses "não são incomportáveis" e salientou que "as crises não são só dos governos, são também do povo".
"Os sacrifícios que estão a ser exigidos ao povo não são sacrifícios incomportáveis. Oxalá que o país nunca tenha que enfrentar sacrifícios maiores", afirmou, sublinhando que "as crises não são só do Governo, são do povo e o povo tem que sofrer as crises como o
Governo sofre".
O histórico socialista reagia aos jornalistas às novas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, que passam pelo aumento do IVA e a diminuição em cinco por cento dos salários dos funcionários públicos, à entrada para a reunião do secretariado do PS na sede do partido no Largo do Rato, em Lisboa.
Questionado sobre as consequências dentro do PS das novas medidas de austeridade, Almeida Santos afirmou que "nunca há nada consensual dentro do próprio partido" e que "uma das virtudes do Partido Socialista é que não há unanimismo".
Sobre a capacidade do primeiro-ministro e secretário geral do PS, José Sócrates, em enfrentar críticas internas, o histórico socialista respondeu: "Ele sabe enfrentar as dissidências internas, como até agora soube".
O presidente do PS começou por assumir que o Governo anunciou "medidas impopularíssimas" e que "não é qualquer governo que toma estas medidas assumindo as consequências desse facto", referindo que a actual crise só tem paralelo com a de 1929.
"Uma crise que só teve antecedente em 29 do século passado não se resolve com meias tintas", frisou. Para Almeida Santos, "o Estado se pudesse evitar os impostos, evitava".
O presidente do PS disse ainda esperar que as medidas anunciadas afastem uma intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI), embora tenha preferido não diabolizar a organização.
"Não gosto do FMI mas já nos salvou duas vezes no passado, também não é nenhum problema de uma gravidade excepcional. Se precisarmos que o FMI nos salve, talvez seja a única salvação nesse caso, mas espero que não", disse.
Acerca do papel do maior partido da oposição, o histórico do PS afirmou que "o que se pede ao PSD, no fundo, é muito pouco, "não se pede que concorde com estas medidas, não se pede que se co-responsabilize com as medidas, pede-se apenas que, por razoes patrióticas, viabilize um orçamento de que o país precisa.".
Almeida Santos instou ainda os sociais democratas a concretizarem onde realizariam cortes na despesa capazes de evitar um aumento de impostos.
"Falam em cortes na despesa mas não dizem em quê". O Conselho de Ministros aprovou hoje linhas gerais para o Orçamento do Estado de 2011 como o aumento dos impostos (como o aumento do IVA de 21% para 23%) e de redução da despesa (como o corte dos
salários da administração pública em 5%).
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