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O advogado considera "inadmissível" que o caso 'Face Oculta' seja julgado sem as escutas que têm que ver com o ex-primeiro-ministro José Sócrates.
No primeiro dia do julgamento do caso 'Face Oculta', que decorre no tribunal de Aveiro, Ricardo Sá Fernandes afirmou: "A defesa, o juiz de instrução e o Ministério Público entendem que esses produtos deviam estar neste processo, mas infelizmente o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que não conhece o processo, ordenou a destruição das escutas [que envolvem José Sócrates]".
Sá Fernandes referiu-se a esta decisão como "parte do pecado original de que este processo não se livrará". "Levaremos a questão até às instâncias internacionais se
for necessário", afirmou.
Para o advogado de Paulo Penedos, "o coveiro" deste processo será "a arrogância e prepotência exercida pelo presidente do STJ", Noronha Nascimento.
A questão da nulidade das escutas está pendente de um requerimento da defesa de Paulo Penedos, que será apreciado pelo Tribunal Constitucional.
O caso 'Face Oculta' envolve 36 arguidos, incluindo figuras mediáticas como o antigo ministro socialista Armando Vara e o ex-presidente da REN (Redes Energéticas Nacionais), José Penedos.
O caso está relacionado com uma alegada rede de corrupção que tinha como objectivo o favorecimento de um grupo empresarial de Ovar ligado ao ramo das sucatas nos negócios com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas.
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