Política

06 Mar 2014

Rússia convive mal com Ucrânia independente, diz Kissinger

Económico
Rússia convive mal com Ucrânia independente, diz Kissinger

Acompanhe aqui toda a actualidade relacionada com a crise geopolítica na Ucrânia.

18h29 - Barack Obama faz declarações à imprensa:

- EUA vão continuar a aumentar os custos para a Rússia da intervenção na Ucrânia

- Apela ao Congresso para que apoie intervenção do FMI em Kiev

- Referendo na Crimeia viola a Constituição da Ucrânia

17h39 - Henry Kissinger, antigo secretário de Estado dos EUA, no programa de Charlie Rose:

- Intervenção da Rússia na Crimeia é inaceitável

- Putin quer restaurar a Rússia como uma nação poderosa

- A Rússia já não está numa posição de ameaçar os seus países vizinhos

- Não acredito que Putin queira anexar a Crimeia

- Nenhum russo que conheci aceita que a Ucrânia seja um país independente

- A crise começou com a aproximação de Kiev a Bruxelas

17h34 - Angela Merkel admite novo Conselho Europeu sobre a Ucrânia.

16h52 - Conferência de imprensa com Van Rompuy



- UE decidiu suspender negociações com a Rússia sobre vistos

- UE avançará com interdições de viagens e congelamento de activos se a Rússia não recuar na Ucrânia

- UE decidirá sobre novas sanções e a situação na Ucrânia não se desagravar

16h35 - Em declarações aos jornalistas antes do início em Dublin do congresso do Partido Popular Europeu (PPE), Vitaly Klitschko, líder do partido ucraniano UDAR e candidato à presidência ucraniana, descreveu a decisão da Crimeia de se unir à Rússia como "uma enorme provocação contra a Ucrânia, e que é inconstitucional".

"A Ucrânia deve ser um país independente. O que se passa na Crimeia é uma provocação", acrescentou Klitschko, que participa no congresso do PPE ao lado da ex-primeira-ministra ucraniana, Yulia Tymoshenko.

16h20 - O primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, afirmou que uma opção militar "não está sobre a mesa", mas que cabe à Rússia "dar o primeiro passo atrás. Foram eles que começaram, e é a eles que cabe parar", disse. O líder do executivo de Kiev disse também que uma adesão da Ucrânia à NATO "não está no nosso radar".

16h04 - O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, garantiu o apoio a Aliança Atlântica à Ucrânia.

"A Ucrânia é um parceiro estimado da NATO desde há muito tempo. Nestes tempos difíceis, a NATO está ao lado da Ucrânia, da soberania ucraniana, da sua integridade territorial e dos princípios fundamentais do direito internacional", disse Rasmussen, notando que a crise actual "não diz respeito apenas à Ucrânia" e que é "a ameaça mais grave à segurança europeia desde o fim da guerra fria".

15h54 - Moscovo classifica de "distorção grosseira da realidade" o documento "as 10 afirmações falsas de Putin" que foi hoje publicado pelo Departamento de Estado dos EUA.

15h42 - O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Yevhem Perebiynis, afirma que o voto da assembleia regional da Crimeia sobre a adesão do território à Rússia foi coordenado com o parlamento russo. "Tudo o que se passa mostra que estamos perante iniciativas coordenadas", disse.

15h25 - O Banco Central da Rússia nomeou um administrador provisório para dirigir a filial russa do banco ucraniano Privatbank, cuja principal accionista é o oligarca ucraniano Igor Kolomoiski, o terceiro homem mais rico da Ucrânia. Vladimir Putin criticou terça-feira a nomeação de Kolomoiski, que classificou de bandido e acusou de ter enganado o milionário russo Roman Abramovich há alguns anos.

15h20 - O secretário de Estado do Tesouro norte-americano diz que a ordem de Obama que visa restringir os vistos é uma "ferramenta flexível que permite sancionar aqueles que estão mais directamente envolvidos na crise na Ucrânia, nomeadamente na intervenção militar na Crimeia". O governo de Obama não descarta novas medidas "se a situação se deteriorar."

15h13 - O comando da 6ª Frota da Marinha dos EUA anuncia que o contratorpedeiro norte-americano ‘USS Truxtun' está a caminho do Mar Negro "para realizar exercícios militares conjuntos ao lado das marinhas da Roménia e Bulgária". A América afirma que estas manobras foram decididas muito antes do início da crise na Ucrânia.

15h08 - O rublo russo encontrava-se em forte queda nos mercados internacionais, estando o euro a valer mais de 50 rublos, devido aos receios dos investidores com o aumento das tensões na Crimeia, cujo parlamento regional pediu a adesão à Rússia.

15h06 - O líder do movimento pró-russo da região ucraniana de Donetsk, Pavel Goubarev, foi detido na sua cada pelas autoridades ucranianas, anunciou esta tarde a procuradoria-geral da Ucrânia, que precisou que Goubarev é alvo de uma investigação por "atentado contra a integridade territorial" da Ucrânia.

14h20 - O presidente do Banco Central Europeu afasta o cenário de contágio da crise da Ucrânia aos mercados europeus. 

14h03 - O ministro russo, Serguei Lavrov, afirmou que as sanções impostas à Rússia "introduzem uma pressão maior e não são construtivas", avança a Reuters. 

14h01 -  O primeiro ministro ucranio, Arseniy Yatsenyuk, disse aos jornalistas em Bruxelas que o referendo na Crimeia é ilegal. "Chamam-lhe referendo, mas não tem nenhuma base legal. A Crimeia é, e vai continuar a ser, uma parte integral da Ucrânia".

14h00 - Os 40 observadores da OSCE, destacados paar acompanha a situação na Crimeia, foram barrados à entrada no território por dois grupos de homens armadados, avança a France Press.  

12h15 - O Presidente norte-americano, Barack Obama, assinou hoje uma ordem para impor sanções contra quem está a destabilizar a situação na Ucrânia e anunciou a restrição de vistos a altos funcionários russos e ucranianos que estejam envolvidos na violação "da democracia naquele país". Os EUA avançaram ainda com um ordem executiva que permite impor sanções a empresas. 

11h40 -  "Isto já é território russo. As únicas tropas legitimas são as russas e qualquer soldado de outro país será tratado como ilegal", disse ao the Guardian um político da Crimeia. Acrescentado que o "referendo serve apenas para confirmar uma decisão que já está tomada" 

11h10 -  A população da Crimeia canta "um novo hino nacional", cuja primeira estrofe é: "A Ilha da Crimeia está lutando pela liberdade". A música ataca ainda os "fascistas" de Kiev.

11h06 -  O número de mortes decorrentes dos distúrbios em Kiev, que tiveram lugar entre os dias 18 e 20 de Fevereiro, ascende a 100. Há ainda a registar 14 feridos "muito graves", informa fonte oficial ucraniana.

11h04 - O parlamento da Crimeia votou por unanimidade a incorporação na Rússia e antecipou a antecipação do referendo para validar a decisão. 

10h17 - O Governo dos Estados Unidos emitiu um comunicado intitulado: A ficção do presidente Putin: as 10 mentiras sobre a Ucrânia. Leia aqui o documento.

09h45 - O vice-primeiro ministro da Crimeia anunciou que o referendo à autonomia da região vai ser antecipado para domingo dia 16 - sendo que estava marcado para dia 30 de Março. A pergunta do referendo será: Quer que a Crimeia continue na Ucrânia ou que seja incorporada na Rússia.

09h01 - As tropas russas começam a abandonar algumas bases militares da Crimeia, mas estão a destruir parte do equipamento militar ucraniano, nomeadamente material de aviação. 

08h35 - A União Europeia oficializou hoje o congelamento e recuperação de activos de pessoas identificadas como pessoas responsáveis pelo desvio de fundos públicos ucranianos e por violações de direitos humanos. A lista inclui 18 personalidades ligadas ao regime ucraniano, entre as quais o Presidente deposto Viktor Yanukovych, o primeiro-ministro Mykola Azarov, e seus familiares, antigos ministros, altos responsáveis do sistema judicial, assessores e chefes de gabinete e empresários. Leia aqui a notícia completa. 

08h00 - Os líderes da União Europeia vão reunir hoje a partir das 10h30 em Bruxelas com o primeiro ministro ucrâniano, Arseniy Yatsenyuk, para debater a situação na Ucrânia, incluindo a ajuda de 11 mil milhões de euros de ajuda financeira anunciada pela Comissão Europeia.

 

5 de Março

22h23 - Liz Wahl, jornalista americana da cadeia de televisão Russia Today (RT), demite-se em plena emissão, acusando a estação financiada pelo Kremlin de "branquear" as acções do Presidente Vladimir Putin. "Sinto que, moral e eticamente, não posso fazer parte desta estação de televisão e que o povo americano deve saber como ela funciona", denunciou.

21h20 - Principais índices de acções nos EUA fecham sem tendência definida. Ucrânia continua a condicionar as cotações, segundo traders.

20h37 - Declarações de John Kerry à imprensa após reunião com ministro russo dos Negócios Estrangeiros:

- Posição dos EUA face à Ucrânia não se alterou um milímetro

- Ficou com "algo concreto" para apresentar a Barack Obama

- Prevê discussões "intensas" sobre a Ucrânia nos próximos dias

- A Rússia fez "a escolha errada" na Crimeia

20h13 - Republicanos culpam Obama pelo agravamento da situação na Ucrânia. John McCain diz que a inteligência norte-americana falhou em prever a intervenção russa na Crimeia.

19h05 - Ministro russo dos Negócios Estrangeiros diz que os diplomatas procuram "estabilizar" a situação na Ucrânia.

19h03 - Putin e Merkel discutiram hoje a situação na Ucrânia por telefone.

19h01 - Enviado especial da ONU, Robert Serry, abandona Crimeia. Trabalho vai prosseguir em Kiev.

18h52 - Congresso norte-americano deve votar amanhã garantia sobre empréstimo de mil milhões de dólares para a Ucrânia.

18h28 - Ucrânia ordena detenção do primeiro-ministro da Crimeia, Sergei Aksenov, e do líder do parlamento regional, Vladimir Konstantinov, por tentativa de golpe de Estado.

18h25 - Jeffrey Kleintop, da LPL Financial, à Bloomberg: "A Ucrânia está certamente no radar dos monitores dos mercados". Principais índices de acções dos EUA negoceiam com perdas.

18h18 - Missão do FMI na Ucrânia vai durar cerca de 10 dias.

18h - Secretário-geral da NATO anuncia suspensão dos contactos militares diários com a Rússia. Contactos políticos e diplomáticos mantêm-se.

18h - NATO expulsa Rússia de uma missão naval relacionada com a destruição das armas químicas da Rússia.

17h44 - Roubini diz que mercados podem impor "disciplina geopolítica" à situação na Ucrânia. Lembra que a Rússia está a crescer menos de 2%.

17h02 - O mercado cambial continua sensível à crise na Crimeia. A reunião entre EUA e Rússia agendada para hoje arrefeceu o nervosismo, o que prejudica divisas de refúgio como o iene japonês.

16h45 - Maioria dos principais índices europeus de acções encerra com perdas. Relatório sobre o emprego norte-americano parece ter tido maior impacto do que a evolução da crise na Ucrânia.

16h25 - O governo da Estónia confirmou hoje que o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou à responsável dos Assuntos Externos da União Europeia, Catherine Ashton, de que "existe um consenso crescente" que os franco-atiradores que abriram fogo em Kiev no final do mês passado, causando a morte a 82 pessoas, "não estavam às ordens do ex-presidente Yanukovych, mas sim de alguém da nova coligação". A notícia foi dada em primeira mão pelo Russia Today, que gravou de longe uma troca de palavras entre este responsável e Ashton.

15h58 - Mais de 200 militantes pró-russos voltaram a assumir o controlo do edifício do governo regional da área de Donets'k. Grande área de apoio do ex-presidente Yanukovych, desde sábado que Donets'k é palco de manifestações russas, depois do parlamento russo ter autorizado o presidente Putin a usar a força para proteger os ucranianos de etnia russa. Perdido no sábado, o edifício do governo regional havia sido recuperado esta manhã por elementos leais às autoridades de Kiev, que voltaram a hastear aí a bandeira ucraniana. Mas agora a bandeira russa está novamente a flutuar sobre o edifício. Os militantes cantam "Putin, vem!" de dentro do edifício, e exigem que as forças de segurança da região sejam passadas para o seu controlo.

15h53 - Em comunicado conjunto, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos EUA, Reino Unido e Ucrânia afirmam que a abertura de um diálogo directo entre a Ucrânia e a Rússia é "crucial" para a resolução da crise actual. "Estamos também de acordo que os observadores internacionais devem ser imediatamente colocados na Ucrânia, em particular nas regiões de Leste e na Crimeia", afirmam estes responsáveis em comunicado conjunto

15h35 - O secretário da Defesa dos EUA, Chuck Hagel, anuncia que os EUA vão "intensificar" as manobras aéreas com a Polónia. Em adição, será aumentada a participação americana na protecção do espaço aéreo dos Países Bálticos. Hagel explicou que, com estas medidas, Washington quer dar "garantias em matéria de segurança" aos seus aliados da NATO na Europa de Leste, já que estes manifestaram preocupação com a sua segurança, tendo em conta as acções militares russas na Ucrânia.

15h - Ministro ucraniano das Finanças, Oleksandr Shlapak, dá como muito provável que o país precise de reestruturar a sua dívida.

14h50 - Foi revelado hoje pela Reuters um vídeo que mostra a fuga de pilotos ucranianos de uma base aérea na Crimeia, que foi posteriormente tomada pelas forças russas.

 

14h32 Rússia ameaça com medidas de resposta às sanções: o senado avisa que está a preparar um projecto de lei para permitir confiscar os bens das empresas europeias.

13h25 - União Europeia anuncia sanções a 18 pessoas na Ucrânia, incluindo congelamento e recuperação de bens de Estado indevidamente apropriados. Penalizações são válidas por 12 meses e a lista de pessoas abrangidas será divulgada amanhã, noticia a Bloomberg.

13h11 - Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães, diz que a situação na Ucrânia é "muito volátil" e que as empresas portuguesas sedeadas na Polónia devem "repensar os seus planos para entrar na Ucrânia". A Jerónimo Martins, que está na Polónia com as lojas Biedronka, tinha reafirmado no passado dia 26 a intenção de "um dia" vir a entrar na Ucrânia.

13h01 - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, defendeu que o mundo "deve condenar a Rússia" em relação ao que aconteceu na Ucrânia.

12h53 - Hillary Clinton comparou as movimentações russas na Ucrânia às acções dos líderes nazis na Europa. "Foi o que Hitler fez nos anos 30: dizia que tinha de ir proteger o seu povo - os alemães e seus descendentes que viviam em lugares como a Checoslováquia e a Roménia e outros lugares - alegando que não estavam a ser bem tratados ", refere a Bloomberg citando o americano Press-Telegram, que transcreve declarações da antiga secretária de Estado num evento.

12h46 - Autoridades portuárias ucranianas referem que todos os portos funcionam sem atrasos.

12h43 - Agência Internacional de Energia garante que está a monitorizar em permanência os mercados de petróleo e gás e que não há constrangimentos na passagem pela Ucrânia para a Europa.

12h41 - Os preços do crude e Brent registam a maior queda em dois meses, com o alívio da tensão no Leste.

12h39 - Embaixador russo na Alemanha em entrevista ao jornal Bild considera que o grupo de contacto proposta pela Alemanha para intermediar Rússia e Ucrânia é o "único caminho viável".

12h32 - Primeiro ministro ucraniano aberto a maior autonomia da Crimeia.

11h29 - Durão Barroso assegura que a União Europeia tem disponível uma ajuda financeira a Kiev de 11 mil milhões de euros para os próximos anos. O governo ucraniano pediu à comunidade internacional 25 mil milhões, avança a Reuters.

 

11h20 - Moscovo nega que haja soldados russos na Crimeia. O ministro da Defesa diz mesmo que as fotos dos militares com uniformes russos são "uma provocação", avança a Interfax

11h10 - Ministro russo dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov confirma que vai reunir-se com o secretário de Estado norte-americano John Kerry em Paris.

11h01 - Porta-voz do Governo alemão diz que Angela Merkel e Barack Obama procuram uma posição comum sobre a situação na Ucrânia. Situação continua a ser inaceitável e preocupante e o objectivo imediato é convencer a Rússia a integrar um grupo de contacto.

4 de Março 2014

21h05 - As bolsas norte-americanas renovam máximos históricos, recuperando das perdas de ontem e depois de, ao longo do dia, a tensão entre Rússia e Ucrânia ter-se atenuado com declarações de Vladimir Putin.

20h13 - Pelo menos duas fábricas detidas por empresas alemãs estão em risco de serem tomadas por comités de defesa popular na Ucrânia, noticia o Tagesspiegel. Uma delas, a Quarzwerkem, foi intimada a indicar um dos membros do comité para a administração.

19h30 - Canadá suspende cooperação militar com a Rússia.

19h09 - Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, diz que testes de mísseis são preparados com "bastante antecedência". Ministério da Defesa russo prevê 300 exercícios com armas (entre as quais mísseis) este ano em Astracã.

18h50 - A Rússia levou a cabo às 22h10 (hora local, 18h10 em Lisboa) um teste com lançamento de míssil intercontinental no sul da Rússia, na região de Astracã, noticia a agência Interfax, citando o ministro russo da Defesa. Projéctil atingiu alvo no Cazaquistão.

18h19 - O chefe dos serviços de segurança ucranianos denuncia que o sistema de telecomunicações do país está sob ataque, com equipamento instalado na Crimeia a interferir nos telemóveis dos deputados, noticia a Reuters.

18h16 - O Presidente polaco, Bronislaw Komorowski, diz que Putin se arroga o papel do Tribunal Constitucional na Ucrânia e que Yanukovych abandonou o seu posto ao decidir deixar o país.

17h41 - Vladimir Putin é um dos candidatos ao prémio Nobel da Paz 2014, anunciou o Instituto Nobel.

17h39 - Putin e o primeiro-ministro turco Tayyip Erdogan discutiram a crise na Ucrânia pelo telefone. Ambas as partes exprimiram "confiança" de que haverá respeito étnico e confessional na Crimeia.

17h35 - Primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, pediu ao ministro das Finanças que pondere empréstimo de 2 a 3 mil milhões de dólares à Ucrânia para pagar dívidas de fornecimento de gás à Gazprom.

17h23 - Rússia diz que sanções dos EUA terão resposta. "Teremos de responder, mas não necessariamente da mesma forma", diz o ministro russo dos Negócios Estrangeiros. Sergei Lavrov falou ainda durante uma hora com Catherine Ashton, alta representante para a política externa da União Europeia.

17h21 - União Europeia considera congelar, a partir de quinta-feira, activos do Presidente deposto Yanukovych e de mais 17 oficiais ucranianos, refere o Wall Street Journal. 

16h52 - Barack Obama diz que Putin "não engana ninguém" com justificações para entrada na Crimeia e que a Rússia está a tentar "ganhar influência pela força". Presidente americano vai continuar contactos com os aliados, nomeadamente na Europa, e defende que as eleições de 25 de Maio devem acontecer de forma justa e livre.

16h35 - Principais praças europeias encerram com valorizações, mas ainda insuficientes para superar marcas anteriores ao pico da tensão na Ucrânia.

16h31 - John Kerry fala em Kiev. Condena "agressão russa". Diz que manifestantes ucranianos exigiam "democracia" e que o governo russo "se esconde atrás de falsidades". Convida Rússia para negociações mas mantém que EUA estão preparados para aumentar isolamento do país.

16h07 - NATO diz que, "apesar de repetidos apelos da comunidade internacional", a Rússia "continua a violar" a integridade territorial da Ucrânia e compromissos internacionais. 

16h05 - Começaram contactos com a Rússia, assegura primeiro-ministro da Ucrânia. Arseniy Yatsenyuk pede saída do exército russo da Crimeia e garante protecção dos cidadãos russófonos.

15h57 - Ministro da Economia ucraniano, Pavlo Sheremeta, diz que está a procurar as melhores condições para um empréstimo do FMI de 15 mil milhões de dólares. 

15h51 - Ministros dos Negócios Estrangeiros da China e França conversaram ao telefone sobre situação na Ucrânia.

15h45 - A Europa vai tratar de pagar as facturas de gás devidas pela Ucrânia à empresa estatal russa Gazprom, revelou o comissário europeu da Energia, citado pela AFP. A aprovação da proposta deverá ser efectuada amanhã pela Comissão Europeia.

15h38 - Presidente do banco central da Ucrânia reafirma manutenção de política de flexibilidade cambial e confiança no apoio dos parceiros.

15h36 - John Kerry já está em Kiev e promete garantir empréstimos de mil milhões de dólares para compensar a redução de subsídios de energia aos cidadãos ucranianos, exigida pelo FMI.

15h32 - As 300 pessoas mais ricas do mundo perderam ontem 44,4 mil milhões de dólares (32,3 mil milhões de euros) com a queda nos mercados financeiros, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index.15:28 Os guardas fronteiriços ucranianos afirmam que dois navios da marinha russa estão a bloquear os dois lados do Estreito de Kerch, que separa a Crimeira da Rússia. Estas notícias não são confirmadas por Moscovo

15h05 - O presidente russo Vladimir Putin e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, mantiveram uma conversa telefónica esta tarde sobre a situação Ucraniana. Segundo o Kremlin, as posições de Moscovo e Pequim sobre o assunto "são próximas".

14h43 - A Rússia aceitou encontrar-se amanhã com os representantes da NATO em Bruxelas para realizar uma reunião dedicada à crise na Ucrânia, revelou a ministra italiana dos Negócios Estrangeiros, Fedrerica Mogherini.

14h17 - CEO da Fiat e da Chrysler diz no Salão de Genebra que a crise na Ucrânia pode restringir a procura europeia por automóveis.

14h02 - Bank of America: Preço do barril de ‘brent' pode subir até aos 125 dólares em caso de perturbação nas exportações no Mar Negro.

13h09 - Porta-voz da Comissão Europeia: "O colégio de comissários deverá chegar amanhã a um acordo sobre um plano de ajuda" à Ucrânia.

12h29 - Assistente de Kerry diz que sanções a Moscovo serão definidas nos próximos dias

12h28 - Ajuda norte-americana inclui uma garantia sobre um empréstimo de mil milhões de dólares

12h27 - Assistente de John Kerry, que está em Kiev, anuncia pacote de ajuda à Ucrânia

12h25 - Durão Barroso à Lusa: "Estamos muitíssimo preocupados com esta situação e com o que isto pode representar para a paz na Europa. Estamos a fazer tudo aquilo que está ao nosso alcance para, por uma via política e diplomática, evitar que haja situações mais difíceis do que aquelas que já temos".

11h45 - Mercados: Rublo mantém ganhos contra o dólar após conferência de imprensa de Putin; índice de acções russas Micex acelera mais de 5%

11h10 - Presidente da Gazprom anuncia que deixará a partir de Abril de vender gás à Ucrânia com desconto.

10h31 - Conferência de imprensa de Vladimir Putin


- Os exercícios militares estavam planeados há muito tempo

- Não há por enquanto necessidade de enviar tropas para a Ucrânia

- A Rússia só enviará militares para a Ucrânia como medida de último recurso

- A Ucrânia foi palco de um golpe de Estado ilegal

- Presença na Ucrânia foi um pedido de Viktor Yanukovich para proteger os cidadãos russos

- Presença na Crimeia é uma missão humanitária

- Lembra que EUA actuaram isolados na Líbia e no Iraque

- A Rússia está pronta a acolher a cimeira do G8 em Sochi

- Quem está a preparar sanções deve ponderar as consequências

- Reacção negativa dos mercados financeiros é temporária

- Yanukovich não tem futuro político

- Rússia sem pretensões de anexar a Crimeia

10h - Herman Van Rompuy anuncia no Twitter que o Conselho Europeu vai ouvir o primeiro-ministro da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, antes da reunião extraordinária de quinta-feira.

9h50 - Ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, congratulou a decisão de Putin em terminar os exercícios militares em Leninegrado.

9h45 - Mercados - índice accionista russo Micex avança mais de 2%.

9h36 - Nick Clegg, vice primeiro-ministro britânico, não vê limites para "o leque de consequências políticas e diplomáticas" a aplicar se a Rússia não recuar. Mas descarta qualquer acção militar.

9h02 - O embaixador russo na ONU disse ontem que a intervenção na Crimeia foi um pedido de Viktor Yanukovych, antigo presidente da Ucrânia, a Putin.

8h42 - Mercados: divisa ucraniana escorrega 3,9% para 10,15 dólares norte-americanos, segundo dados da Bloomberg. Principal índice accionista do país acelera 5,5%.

8h38 - Sergei Glazyev, conselheiro de Putin, diz que a Rússia vai reduzir a sua exposição ao dólar se o Senado norte-americano avançar com sanções contra Moscovo.

8h34 - Morgan Stanley: Apesar das expectativas de efeitos negativos sobre o crescimento "qualquer redução de tensão seria uma oportunidade para comprar" acções russas.

8h27 - Citigroup diz que Societe General e Unicredit são os bancos com maior exposição à Rússia em termos de empréstimos.

8h05 - Mercados: Bolsas europeias abrem em alta, matérias-primas recuam de máximos de seis meses, rublo aprecia.

7h50 - Cerca de 16 mil militares russos continuam na região da Crimeia.

7h47 - Credit Suisse: As exportadoras russas de energia e de materiais devem beneficiar da desvalorização do rublo, uma das consequências da tensão na Crimeia.

7h45 - Mercados: Ouro, um dos refúgios mais procurados na sessão de ontem, deprecia mais de 1%.

7h35 - Vladimir Putin ordena o regresso à base, até ao final da semana, das 150 mil tropas envolvidas em exercícios militares na região de Leninegrado. A decisão foi anunciada pelo Kremlin em comunicado.

x
Recomendadas
x
Social
    0 LEITORES ONLINE

    Comentários

    "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
    ir para o topo