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Espanha

Ronaldo gera polémica entre banqueiros e políticos

Pedro Duarte  
17/06/09 16:15

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1 leitores

A decisão do Real Madrid em contratar o jogador português por 94 milhões de euros está a tornar-se num assunto controverso entre os políticos e empresários espanhóis.

Depois de ontem a Caja Madrid ter confirmado que aprovou um crédito de 76,5 milhões de euros para o Real Madrid, hoje o vice-presidente do Banco Santander, Matias Iniciarte, preferiu não comentar as notícias avançadas pelos media espanhóis de que este banco também está a conceder ao clube de futebol uma soma similar.

Estes créditos têm gerado críticas por parte tanto dos empresários como dos políticos espanhóis, noticia a agência Bloomberg.

“Este não é um bom exemplo a dar, quando o país atravessa uma situação económica tão séria”, afirmou o presidente da Federação Nacional de Trabalhadores Independentes, Lorenzo Amor.

A ministra das Finanças espanhola, Elena Salgado, já afirmou por seu turno esperar que estes créditos ao Real Madrid sejam também acompanhados por um aumento dos créditos às empresas, de modo a ajudar a economia espanhola a sair da recessão.

“É-me difícil avaliar a decisão [dos bancos], mas digo aos bancos que, se têm liquidez, então que concedam créditos às pequenas e médias empresas e às famílias. Façam também um esforço por eles”, disse a governante, que notou no entanto que a decisão de conceder créditos ao Real Madrid “é uma decisão privada e cabe a quem toma a decisão saber como vão recuperar o dinheiro”.

Em resposta a estas afirmações, o presidente da Caja Madrid, Miguel Blesa, afirmou que o banco já aumentou o crédito concedido às empresas em 11% desde o início do ano.

“É um erro afirmar que estamos a fechar a torneira”, disse.

A contratação de Ronaldo também chegou ao Parlamento espanhol, tendo o deputado Joan Herrera pedido ontem ao Governo que procure limitar os vencimentos dos jogadores de futebol, depois de ter sido conhecido que Cristiano Ronaldo vai ganhar 13 milhões de euros por ano, mais do que qualquer outro jogador de futebol no mundo.

A Espanha atravessa actualmente a pior recessão dos últimos 60 anos, sendo esperado que o Produto Interno Bruto (PIB) do país diminua 3,6% em 2009 e depois da taxa de desemprego ter atingido os 17,4% no primeiro trimestre do ano.





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Comentários (12)

OsPrivadossãoosMaiores, | 17/06/09 23:42
Quando é para decisões com este nível de envolvimento é tudo privado...aliás foi assim que na América..e Europa a economia estoirou...os Activos Tóxicos eram grandes investimentos inicialmente mas privados claro, agora são grandiosos entalanços dos contribuintes, será que muitas más decisões privadas, não geram pandemias públicas?


D. Afonso Henriques, | 17/06/09 23:35
3 meses.


vg, | 17/06/09 22:53
Se ele fôsse espanhol ,nada distoise discutia.Agora,tuga..


Jose , Santarem | 17/06/09 22:44
Os clubes são geridos democráticamente e por isso as respectivas Direcções, legitimamente mandatadas pelos sócios e/ou accionistas, executam estes fabulosos negócios, que são o espelho da vontade da massa associativa/accionista, que pretendem vitórias desportivas a todo o custo. O fisco que lhes caia em cima com toda a gana...!


Antonio U.S.A., California/U.S.A. | 17/06/09 22:14
Nao me culpem, eu ate nem vou "a bola"...


Luis, | 17/06/09 22:01
O Ronaldo vai-se arrepender de ir para Espanha.


maoinvisivel, Viseu | 17/06/09 19:43
Um pontapé do outro mundo!
Naquele dia, eu, acompanhado por uma amiga, acabara de chegar ao aeroporto do Funchal, para gozar um curto mas merecido período de férias. Lembro-me de espreitar o relógio, passavam poucos minutos das 16h00. À saída, enquanto decidiamos se valia a pena chamarmos um táxi, que nos levasse ao hotel, reparámos que a uns escassos metros de nós, encontrava-se o CR, acompanhado por uma moça, digamos, muito vistosa. A mesma, que uns dias mais tarde, a imprensa cor-de-rosa se encarregaria de badalar dias e dias a fio. Quando, por fim, decidimos acenar a um táxi e nos dirigimos para a beira da rua, estancou à nossa frente um majestoso Bentley. Então, o CR, em passo apressado como se se dirigisse a uma qualquer baliza adversária, puxando pela amiga, atravessou-se literalmente à nossa frente, barrando-nos o caminho. A moça, sempre segura pelo braço direito pelo CR, ficou a não mais de dois metros de mim. Percebemos então que era espanhola. A proximidade, permitiu-me perscrutá-la devidamente a preceito. O seu busto, manifestamente exuberante, destacava-se, esforçando-se por aguentar um cai-cai, não-cai; mais abaixo, mesmo no centrinho de uma barriguinha macia, aveludada e docemente bronzeada, qual círculo central de um campo de futebol, exibia-se uma covinha profundamente delineada, perfeitamente compassada, que não merecia o arreliante adereço metálico nela espetado; um pouco mais abaixo, na linha bem marcada da cinturinha, como se da linha divisória do meio-campo se tratasse, suspensa por uns hiper saltos-altos, matreira, esvoaçava uma minúscula máxi-mini, que a todo o instante ameaçava levantar vôo para parte incerta.
De repente, a minha observação, foi intempestiva e maliciosamente cortada. Do interior do Bentley, ouviu-se uma voz masculina: entrem, rápido, antes que esses papparazzi de merda vos cerquem!, enquanto se abria a porta de trás do lado direito. A guapa, resoluta, preparando-se para entrar, baixou-se ligeiramente. O suficiente, para eu, a minha amiga, e todo, mas mesmo todo o aeroporto, vermos um fininho fiozinho, que destapava mais do que tapava, deliciosamente aconchegado entre duas bancadas. Claro, as órbitas dos meus olhos ficaram repentinamente demasiado pequeninas e, estranhamente, senti-me no meio de um sururu ensurdecedor de um estádio a abarrotar, a gritar: goooolo! Naturalmente, o CR, habituado a este tipo de celebrações, focou-se no alvo, posicionou-se de pernas abertas, insuflou os pulmões de ar e deixou escapar um tremendo esgar de contentamento. A minha amiga, espirituosa como é, a esconder a cara meia enrubescida com a mão direita, virando-se para mim, rematou: pensei que o CR ia já ali dar-lhe um valente pontapé! Por mim... balbuciei. Ora, o que tem este episódio a ver com a polémica, que querem inventar à volta da sua transferência para o Real Madrid, pelos tais 94 milhões de euros? Tudo. Mesmo tudo. Tudinho, porque a única coisa mais parecida com aquele fiozinho, que o CR vai ver dentro do Santiago Bernabéu, são os fios das redes das balizas adversárias. Tudinho, porque ao que consta, são tão certeiros os pontapés dados nas ditas, como os outros. Quanto, ao resto, que se dane!...





filipe mendes, | 17/06/09 17:57
O escândalo existe quando ele paga de IRC o equivalente a quem tem o salário mínimo...... taxa-lo a 70%.........


sagaz, Porto | 17/06/09 17:37
A cultura da economia de casino instalou-se em todo o mundo não dá mostras de desaparecer de cena. Para as empresas e famílias é só dificuldades e s reads cada vez mais altos. Para o fait diver industrializado em que o futebol se transformou, não faltam linhas de crédito. Não está em causa a classe de CR como jogador nem o facto de auferir um salário principesco, mas as verbas anunciadas para a sua transferência são mesmo absurdas, para não dizer humilhantes.


claro!, | 17/06/09 17:28
as desculpas são sempre as mesmas...como são negócios da privada, faz parte da lógica do mercado! Pois é! Mas quando a "lógica do mercado" deixa de funcionar e provocam as crises financeiras, é ao Estado que se encostam! E nós vamos na cantiga do ceguinho! Qual a razão que aqueles que andaram a apregoar que os reguladores não funcionam e a atacar o governador do BdP, não se insurgem agora com estes negócios especulativos? A hipocrisia da "Direita" e dos seus representantes é assim que funciona e ainda há quem os perdoe e vá nesse conto do vigário!


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