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Os títulos de dívida do Tesouro nacional estão hoje, mais uma vez, a ser alvo de pressão vendedora por parte dos investidores.
No mercado não regulamentado OTC (onde são transaccionadas mais de 90% das obrigações), as obrigações do Tesouro a 10 anos estão a negociar com um desconto de 52% sobre o seu valor nominal e a registar uma subida da ‘yield' de 6,2 pontos base para os 14,29%.
Esta pressão vendedora está também a colocar o nível de risco do país em novos máximos: de acordo com dados da Bloomberg, o diferencial da ‘yield' das obrigações do Tesouro a 10 anos face às suas congéneres alemãs (‘bunds') está nos 1.314 pontos base, o valor mais elevado de sempre, e num nível equivalente ao verificado pelos títulos gregos a 2 de Agosto do ano passado, ou seja, há cerca de seis meses.
Na prática, significa que os investidores estão hoje a exigir a Portugal um preço 8 vezes superior ao que estão a exigir à Alemanha para comprarem a sua dívida nacional. Trata-se de um valor 32% superior ao registado há três meses e 234% acima do contabilizado há um ano.
Na zona euro, com um nível de risco superior a Portugal só a Grécia, que tem hoje o ‘spread' da ‘yield' das suas obrigações a 10 anos face às ‘bunds' nos 3.156 pontos base.
No mercado de ‘credit default swaps' (CDS) a pressão sob Portugal é também evidente, dado que estes instrumentos protegem os seus detentores contra um eventual incumprimento do emitente obrigacionista.
Os CDS sobre as obrigações do Tesouro a 5 anos, por exemplo, estão hoje a subir pelo quarto dia consecutivo, registando uma valorização de 1,1% que colocam estes instrumentos a cotar nos 1.420 pontos base, o valor mais elevado de sempre.
No mesmo sentido seguem os CDS sobre as obrigações do Tesouro a 10 anos, que hoje estão também a contabilizar uma valorização de 0,9% para os 1.041 pontos base.
A consultora CMA Vision atribui actualmente uma probabilidade de 68.58% de Portugal entrar em incumprimento. Em pior situação só a Grécia, que segundo os cálculos dos especialistas da CMA tem uma probabilidade de 81,21% de falhar os seus compromissos creditícios.
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