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Revisão em baixa do ‘rating’ atribuído pela Standard & Poor’s agravou indicadores de risco da dívida portuguesa.
A taxa de juro implícita das obrigações do Tesouro português a 10 anos aumentou 228 pontos base para 14,198% na sessão de hoje, um máximo histórico de acordo com dados da agência Bloomberg. O diferencial entre as ‘yields' portuguesa e alemã nesta maturidade, indicador conhecido por ‘spread', também subiu até aos 1,243 pontos, a marca mais elevada de sempre. Os valores são referentes ao mercado secundário.
Na base do nervosismo está a baixa do ‘rating' português atribuído pela Standard & Poor's para a categoria ‘junk', à semelhança do que já havia feito a Moody's e a Fitch, as outras duas grandes agências de notação financeira. Além de Portugal outros oito países do euro viram o seu ‘rating' ser reduzido na passada sexta-feira, incluindo França e Áustria, que tinha a classificação máxima na S&P.
Pedro Passos Coelho comentou hoje a decisão da S&P, acusando-a de usar a actividade de notação financeira para "fazer política". De Bruxelas também se ouviram críticas, com o comissário europeu Olli Rehn a classificar a decisão da S&P de "inconsistente".
A decisão da S&P poderá influenciar a próxima emissão de dívida portuguesa no mercado primário, agendada para esta quarta-feira com leilões de Bilhetes do Tesouro a três, seis e 11 meses.
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