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O mercado continua a encarar a dívida nacional como um risco cada vez maior.
A preocupar os investidores estão as incertezas sobre quando é que a Grécia receberá os 45 mil milhões de euros que pediu à zona euro e ao FMI só para este ano, depois das reticências da Alemanha em ajudar Atenas.
Angela Merkel pediu ontem novas medidas de contenção ao Governo helénico e informou que Berlim tomará uma decisão sobre a ajuda à Grécia "numa questão de dias". Por ser o motor da zona euro, à Alemanha cabe uma fatia de 8,4 mil milhões do bolo de 30 mil milhões de euros que Bruxelas deverá emprestar a Atenas. Os restantes 15 mil milhões estão a cargo do FMI.
O mercado receia que o dinheiro não chegue a Atenas até 19 de Maio, dia em que vence 8,5 mil milhões de dívida grega.
O preço dos ‘credit default swaps' (CDS) sobre obrigações helénicas a cinco anos avança para 718 pontos base (mais 10 pontos), o valor mais elevado de sempre.
O agravamento do risco da dívida grega está a contagiar outros países da zona euro com debilidades orçamentais, tal como Portugal.
O preço dos CDS sobre os títulos da dívida pública portuguesa a cinco anos sobe para 316,6 pontos base (mais 5,6 pontos), um novo recorde, segundo a consultora CMA Datavision.
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