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A percepção de risco da parte dos investidores em relação aos países periféricos da zona euro está a agravar-se, apesar da ajuda à Irlanda.
A esperança de que o resgate à Irlanda acalmasse a pressão sobre os governos europeus caiu por terra, com os mercados a apontarem os holofotes para Portugal.
Sinal disso é que o juro das Obrigações do Tesouro (OT) portuguesas a 10 anos sobe para 6,785%, contra os 6,701% registados na sessão de ontem. Trata-se da linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário.
No mesmo sentido, a 'yield' genérica das OT a 10 anos avançava para 6,805%, após ter ficado ontem nos 6,721%. O diferencial entre a dívida soberana portuguesa e os títulos alemães com a mesma maturidade (as 'bunds'), que são a referência para o mercado, subia para 413,6 pontos base.
Também os juros das OT a 10 anos da Irlanda (8,147%), da Itália (4,204%) e de Espanha (4,770%) sobem hoje.
Os analistas consideram que a ajuda externa não resolve os problemas de fundo dos países. "A realidade é que a estrutura está a postos para colocar países em suporte de vida, mas o elo em falta continua a ser o grande problema, que é ‘o que é que fazemos depois disso?'", comentava à Bloomberg Cambiz Alikhani, gestor do Iveagh Wealth Fund, em Londres. Já Filipe Garcia, presidente da IMF, chama-lhe "medidas de cuidados paliativos".
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