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Analistas distanciam situação portuguesa da “tragédia grega”, mas defendem implementação de medidas para a consolidação fiscal.
A situação económica de Portugal continua a não convencer os investidores. Os receios dos mercados internacionais intensificaram-se ontem e elevaram o risco da dívida nacional para um novo máximo histórico. Contas feitas, os ‘credit default swaps' (CDS) - que funcionam como uma espécie de seguro contra o eventual incumprimento de um Estado ou empresa - da República Portuguesa renovaram o recorde anterior, alcançado na quarta-feira, e subiram 32 pontos para o valor mais elevado de sempre, nos 226 pontos. Na prática isto significa que por cada dez milhões de euros aplicados em dívida pública portuguesa, os investidores têm de pagar 226 mil euros anuais para se protegerem com este ‘seguro'. Além dos CDS portugueses terem sido os que mais subiram, a dívida portuguesa tornou-se ontem uma das mais arriscadas a nível mundial. Actualmente é mais caro ter dívida portuguesa do que de países como a Turquia ou a Indonésia, cujos CDS negociavam ontem nos 205 pontos e nos 198 pontos, respectivamente. Já o prémio que os investidores exigem para comprar dívida portuguesa em detrimento da alemã, tida como a mais segura da Europa, avançou ontem para os 158 pontos, um máximo desde Março do ano passado.
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