Mais Lidas
Comunidade
- Euro abaixo de 1,25 dólares pela primeira vez em 22 meses 18:48
- MP nega que Duarte Lima tenha negociado atenuação da medida de coação 18:38
- Seguro disse à 'troika' que “Portugal atingiu o sinal vermelho” 18:35
- Horta Osório surpreendido com as escutas de que terá sido alvo 18:30
- S&P corta 'rating' a cinco bancos espanhóis 18:02
Em 2011, a marca custou mais de quatro milhões de euros. Porém, a atracção externa de turistas foi inferior à esperada, dizem operadores.
Cinco anos depois do lançamento do "Allgarve" e numa altura em que a marca parece ter fim à vista - depois da secretária de Estado do Turismo ter admitido que "não foi a forma mais correcta de promover a região" -, os operadores fazem as contas ao retorno do investimento e concluem que a atracção internacional de turistas ficou aquém da esperada.
Em 2011, a marca custou 4,6 milhões de euros, custos repartidos entre o Turismo do Algarve (apoiado com dois milhões de euros, além do orçamento anual, pelo Turismo de Portugal), as autarquias e os operadores privados da região. Um montante idêntico ao investido em 2010, ano em que a marca passou a ser gerida pela Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA). Antes disso, o "Allgarve" era centralizado pelo Ministério da Economia.
Segundo Elidérico Viegas, presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA ), apesar de "ninguém ter uma ideia exacta dos montantes envolvidos", o investimento total no Allgarve deverá situar-se entre os oito e os dez milhões de euros. Um montante "disperso por eventos que passaram despercebidos" e que, para o mesmo responsável, não gerou o fluxo turístico e a cobertura mediática esperada.
A mesma opinião tem Gonçalo Rebelo de Almeida, director de marketing e vendas do grupo Vila Galé. "Muitas da acções metidas debaixo desta marca ‘umbrella' tiveram impacto exclusivamente local e não se traduziram em atracção internacional de turistas", defende.
"Uma marca que nunca se afirmou" e que "muitos julgaram ser ser um erro ortográfico", continua Elidérico Viegas, para quem o lançamento em 2007 foi um "erro estratégico de marketing" que veio sobrepor-se ao Algarve, que "na altura era já uma marca consolidada".
O presidente da ERTA, António Pina, defende que é possível continuar o trabalho de promoção do Algarve como destino de turismo e animação, com um orçamento inferior ao do Allgarve, "se nos concentrarmos na comunicação". António Pina sublinha, porém, a necessidade de dar continuidade à promoção do Algave como destino de animação, sobretudo na época baixa.
No final deste mês, a Universidade do Algarve vai divulgar um estudo pedido pela ERTA sobre o impacto do Allgarve e que terá custado 42 mil euros.
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20





