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A OCDE alerta para a necessidade de os responsáveis dos países prolongarem ou reforçarem os programas de estímulo económico.
"Os indicadores mais recentes apontam para um abrandamento no ritmo da recuperação da economia mundial que será mais pronunciado que o anteriormente esperado", afirma Pier Carlo Padoan, economista-chefe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
No documento com as previsões da OCDE para os principais blocos económicos, a instituição nota ainda que "não é claro se a perda de força da recuperação é temporária ou se significa uma fraqueza mais significativa no consumo privado, numa altura em que os apoios à economia estão a ser retirados".
Assim sendo, continua a OCDE, "se o actual abrandamento for temporário, a resposta política apropriada seria um adiamento da retirada do suporte monetário por alguns meses, enquanto se mantivessem os planos de consolidação orçamental".
Contudo, por outro lado, se o abrandamento se mantiver, "podem ser necessários estímulos económicos adicionais" e um "compromisso de uma política monetária de juros próximo de zero por um longo período de tempo". Neste cenário, "onde as contas públicas o permitissem, os planos de consolidação orçamental seriam adiados", acrescenta a instituição.
Os países do G7 - EUA, Japão, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Canadá - devem crescer 1% nos últimos três meses do ano, abaixo da expansão de 1,4% projectada para o actual trimestre, segundo as previsões da OCDE divulgadas hoje. A verificar-se, será o ritmo de crescimento mais lento desde o segundo trimestre de 2009.
A OCDE espera também que a economia norte-americana acelere 2% no terceiro trimestre, antecipando um abrandamento na recta final do ano para 1,2%.
Com um desempenho mais modesto, a economia da Alemanha, o motor da zona euro, deverá avançar 0,7% este trimestre e acelerar 1,1% nos últimos três meses do ano.
A melhor prestação pertencerá ao Reino Unido, onde a OCDE aponta para uma expansão de 2,7% entre Julho e Setembro, devendo abrandar para 1,5% no último trimestre.
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