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Resultados do PSI 20 arrancam hoje com queda de 6% do BPI

Tiago Figueiredo da Silva  
21/07/10 07:01

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O BPI dá hoje o “pontapé de saída” da ‘earnings season’. Previsões apontam para uma queda de 6% nos lucros.

A época de apresentação de resultados semestrais das empresas do PSI 20 arranca hoje e, como já é hábito, a honra caberá ao Banco BPI. Tendo em conta as estimativas dos analistas, Fernando Ulrich não deverá ter grandes notícias para dar aos accionistas. De acordo com a média das estimativas de cinco casas de investimento, a instituição deverá ter registado lucros de 83,28 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano. O montante representa uma queda de 6% face aos 88,9 milhões de euros alcançados em igual período do ano passado.

O CaixaBI é quem apresenta a estimativa mais optimista e a única a apontar para um crescimento de resultados, ao prever que o banco atinja os 89,6 milhões no primeiro semestre, o equivalente a uma subida 1%. Apesar de sublinhar a posição confortável em termos de rácios de capital, a casa de investimento espera uma deterioração do nível de crédito malparado no segundo trimestre. "Consideramos que os principais problemas deverão continuar a surgir das pequenas empresas, como consequência da anémica situação macroeconómica nacional", alerta o analista André Rodrigues.

Nos restantes items, o CaixaBI espera que BPI continue a demonstrar a mesma política de controlo de custos, ao mesmo tempo que espera um crescimento de 7,6% das comissões, para os 156 milhões de euros, mas uma quebra em ganhos de ‘trading' de 18% para os 58,1 milhões de euros. Para a casa de investimento, o grande desafio em termos operacionais para o BPI está "relacionado com a capacidade para potenciar as suas receitas ‘core' no actual contexto adverso". André Rodrigues vai mais longe ao afirmar que esta "pressão na rendibilidade deverá continuar a ser um desafio para o banco nos próximos trimestres".

Em sentido inverso, o BCPi e o KBW estão entre as casas de investimento mais pessimistas, ao preverem uma queda de lucros de 9% e 11%, respectivamente. No caso do BCPi, a analista Rita Silva sublinha o facto de perto de 50% do financiamento total do BPI vir de depósitos o que, tendo em conta que as famílias portuguesas não estão a apostar nestes instrumentos de poupança, juntamente com a contínua depressão dos mercados ‘wholesale' poderá levar o BPI a "acabar com taxas de depósitos mais elevadas que poderão colocar pressão nas margens futuras". Já o analista da KBW justifica a queda de lucros com "provisões mais elevadas no segundo trimestre do que no ano anterior" e com uma diminuição de "ganhos de ‘trading'". António Ramirez sublinha a perspectiva cautelosa para os bancos nacionais devido "ao fraco crescimento de receitas e às dificuldades de financiamento".





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