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À semelhança do que aconteceu com os restante bancos, também o Banif registou uma queda abrupta dos lucros.
Contas feitas, nos primeiros nove meses do ano a instituição liderada por Joaquim Marques dos Santos obteve um resultado líquido de 2,2 milhões de euros. Um valor que representa uma queda de 90% face aos lucros apresentados no mesmo período do ano passado.
Para esta queda abrupta contribuiu sobretudo a actividade doméstica que teve um resultado líquido negativo durante os primeiros nove meses do ano. A salvar o desempenho do Banif esteve sobretudo a actividade internacional, e em particular os resultados na área da banca de investimento.
A margem financeira caiu dos 261 milhões de euros (Setembro de 2010) para os 212 milhões de euros, o que representa uma quebra de 18,7%. Este indicador foi prejudicado "pelo agravamento dos custos de financiamento, nomeadamente, ao nível das holdings do grupo", refere o banco em comunicado.
À semelhança do que aconteceu nas outras instituições financeiras que já apresentaram as contas, o Banif também registou uma queda homóloga do crédito a clientes na ordem dos 3,8%.
Em contrapartida a instituição aumentou em 7% os recursos de clientes para um total de 9,1 mil milhões de euros. Tudo isto junto ajudou o banco a reduzir o seu rácio de transformação - uma medida exigida pela troika. Assim, no final de Setembro o banco liderado por Joaquim Marques dos Santos tinha um rácio de transformação, segundo as normas do Banco de Portugal, de 142%, face aos 161% que tinha apresentado há um ano atrás.
Já em relação aos rácios de solvabilidade, um dos pontos sensíveis da banca portuguesa, o Banif tinha subido, no final de Setembro de 2011, o seu core tier 1 para 6,47%, segundo as regras do Banco de Portugal. Já segundo as regras de Basileia, o Core Tier 1 do Banif situava-se nos 8,0%.
Na sessão de hoje, os títulos do Banif subiram 3,03% para 0,272 euros.
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