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José Sócrates atribuiu ao chumbo do PEC a necessidade de pedir ajuda externa.
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Ajuda da União Europeia e do FMI deverá prever quatro áreas de intervenção, num total de 90 mil milhões de euros.
O primeiro-ministro oficializou ontem o pedido de ajuda à Comissão Europeia. Perante um país excessivamente endividado e incapaz de se continuar a financiar ao preço que os mercados exigem, o Governo, com o aval do principal partido da oposição, prepara-se para negociar um pacote de ajuda que pode chegar aos 90 mil milhões de euros, apurou o Diário Económico.
O valor que está a ser negociado com Bruxelas - e que o Ministério das Finanças, o Banco de Portugal e os banqueiros consideram necessário para retirar o país do actual estrangulamento financeiro - representa mais de metade do PIB estimado para este ano. Ontem, uma fonte comunitária avançava à agência Reuters que Portugal deverá precisar de um valor entre os 60 e os 80 mil milhões de euros.
Segundo apurou o Diário Económico, só a primeira tranche de financiamento ficará entre os 22 e os 25 mil milhões de euros e deverá chegar no início de Maio. A dimensão do montante justifica-se não só pela necessidade de acautelar o período até às eleições, marcadas para 5 de Junho, como também o início de funções do próximo Governo.
Bruxelas reconhece que a actual situação política dificulta compromissos muito concretos e que só depois de conhecer com detalhe todos os dossiers - uma tarefa que levará tempo - o futuro Executivo poderá começar a tomar medidas significativas de consolidação. Ainda assim, a Comissão não vai dar um cheque em branco a Portugal: exigirá sempre mais austeridade e novas garantias para avançar com o auxílio financeiro.
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