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A linha de TGV Lisboa-Madrid do lado português poderá terminar no Poceirão, deixando de fora Lisboa.
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Esforço financeiro da gestora das redes eléctricas envolve o troço nacional da linha Lisboa-Madrid.
Apesar dos avanços e recuos, ditados pelas sucessivas indefinições políticas, os investimentos colaterais do TGV prosseguem no terreno. Só a Redes Energéticas Nacionais (REN) prevê gastar 115 milhões de euros com as infra-estruturas necessárias para a alimentação eléctrica da linha ferroviária de alta-velocidade. Um esforço financeiro que abrange todo o troço português da linha Lisboa-Madrid, recentemente reduzido ao trajecto Poceirão-Caia.
O agravamento da crise económica e a pressão dos partidos da oposição obrigaram, em Março, o Executivo de José Sócrates a avançar com um plano de redução de custos, a que o TGV não escapou.
Lisboa-Poceirão está agora a aguardar melhores dias, não obstante a REN o manter no seu plano de investimentos.
O mesmo não acontece com a linha Lisboa-Porto e Porto-Vigo, outras das ambições dos dois Governos ibéricos. Fonte oficial da REN refere que só existem, até ao momento, conversações com a Refer e estudos muito parciais, que não permitem quantificar o volume de investimento necessário.
Os trabalhos mais visíveis encontram-se actualmente centrados na região do Alentejo.
Após a divulgação do estudo de impacte ambiental, a Direcção Geral de Geologia e Energia acaba de licenciar a construção da linha de 400kV, entre Estremoz e Divor, perto de Évora. Estimado em 11 milhões de euros, este troço, que integra o pacote de 115 milhões de euros, visa o reforço de abastecimento de electricidade em muito alta tensão nesta região.
*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico
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