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A REN vai blindar os seus órgãos sociais a empresas concorrentes. Mas abre excepção para a entrada dos chineses da State Grid.
A REN vai propor aos seus accionistas que empresas concorrentes sejam impedidas de vir a exercer funções nos seus órgãos sociais. Mas abre uma excepção: o accionista que, individualmente, seja titular de acções representativas de um mínimo de 24% e de um máximo de 25% do capital social da REN, como a State Grid, pode exercer.
A proposta para alteração dos estatutos da empresa foi hoje comunicada ao mercado e será votada na assembleia-geral de accionistas no dia 27 de Março, aquando da aprovação da entrada da State Grid e da Oman Oil na REN.
Em comunicado, a empresa liderada por Rui Cartaxo diz que os "estatutos da REN actualmente em vigor não determinam as situações de incompatibilidade com o exercício de funções em órgãos sociais".
O novo regime de incompatibilidades a ser aprovado pelos accionistas "considera como pessoa colectiva em situação de potencial conflito de interesses com a REN a pessoa colectiva que exerça, directa ou indirectamente, actividade no sector eléctrico ou no sector do gás natural, em Portugal ou no estrangeiro".
Luís Palha na administração
Num outro comunicado, a REN indica os nomes que vai propor aos accionistas para os órgãos sociais da gestora da rede eléctrica nacional.
Mengrong Cheng e Haibin Was, ambos da State Grid, e Hilal Ali Saif Al-Kharusi, da Oman Oil, são os escolhidos dos dois novos accionistas para o conselho de administração da REN.
Outro nome que entra no conselho de administração é o de Luís Palha da Silva, actual administrador não executivo da Jerónimo Martins.
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