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Relvas vê com "tranquilidade" moção de censura

Económico com Lusa  
15/06/12 19:06


O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares disse hoje ver com "tranquilidade" a moção de censura do PCP.

Miguel Relvas sublinha que este é um "direito e uma responsabilidade" das oposições, considerando "realistas" as declarações de António José Seguro.

Miguel Relvas falava aos jornalistas no final do lançamento da rede municipal de acesso à internet, que transforma S. João da Madeira no primeiro concelho wireless de Portugal, tendo sido questionado sobre a forma como vê a moção de censura ao Governo hoje apresentada pelo PCP no Parlamento, que será debatida a 25 de Junho.

"Com tranquilidade. É um direito que as oposições têm e é também uma responsabilidade que as oposições têm na apresentação das moções de censura e na decisão que depois vão tomar", respondeu.

Questionado sobre as declarações do secretário-geral do PS sobre esta moção de censura - António José Seguro afirmou que "o PS tem criticado fortemente este Governo" mas considerou que "o que mais faltava ao país era que se criasse uma crise política neste momento" - o governante foi peremptório: "muito positivas e realistas. Portugal precisa de tudo menos de uma crise política".

"Nós sabemos que Portugal, ao longo do último ano, teve que abordar políticas e medidas que são difíceis, nunca as escondemos aos portugueses mas temos também consciência que estamos no caminho certo e sempre dissemos que não seria com facilidades que Portugal ultrapassaria as dificuldades com que foi confrontado há um ano atrás quando esteve à beira da bancarrota", sublinhou.

Interrogado sobre se temia pela imagem de Portugal no exterior com esta moção de censura, Miguel Relvas disse que não, uma vez que "o caminho que tem sido seguido é um caminho de muita responsabilidade".

"Quando digo a tranquilidade de olhar para esta moção de censura é a tranquilidade de saber que é um direito que as oposições têm ao seu dispor. Mas sei também da responsabilidade que existe no nosso país e da vontade que os portugueses têm de querer ultrapassar a circunstância e a situação em que hoje se encontra", concluiu.

 





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