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Ramôa Ribeiro, reitor da UTL diz que “as verbas transferidas pela FCT, que são muito importantes para a sobreviência das universidades".
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As universidades públicas ainda não conhecem as novas regras para o financiamento dos projectos científicos.
Os reitores das universidades públicas estão "muito preocupados" com o futuro da investigação. É que ao contrário do que foi acordado com o Governo, "as despesas de investigação estão a ser cativadas. As verbas transferidas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) são muito importantes para que as universidades consigam sobreviver", diz o reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Fernando Ramôa Ribeiro. Isto apesar dos bons resultados que Portugal tem vindo a conseguir no campo da investigação, e de ser uma das bandeiras do Governo de José Sócrates.
Os vários reitores contactados pelo Diário Económico afirmam que ainda não estão definidas as novas regras nem o que vai ser financiado pela FCT.
No ano de 2010, as universidades receberam um comunicado da FCT, tutelada pelo ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a informar que "só iria ser pago cerca de dois terços da verba inicialmente acordada", acrescenta Ramôa Ribeiro. Situação que os reitores dizem ainda não saber se se vai agravar porque "ainda não foi decidido pelo Governo", diz o reitor da UTL.
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