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Ramôa Ribeiro, reitor da Universidade Técnica de Lisboa.
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O valor deverá ser levado ao ministro, antes da apresentação do OE.
"Um reforço de 10% no financiamento do próximo Orçamento de Estado é o mínimo necessário para as universidades poderem sobreviver, em 2010", diz Ramôa Ribeiro, reitor da Universidade Técnica de Lisboa, ao Diário Económico. A menos de um mês da apresentação no Parlamento da proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano, este é o valor, mais ou menos consensual entre os reitores, que dizem estar a braços com situações financeiras difíceis, sobretudo devido às verbas que tiveram de tirar dos seus cofres para o pagamento de 11% da Caixa Geral de Aposentações (CGA). "Essas verbas não foram repostas pelo Ministério das Finanças, como aconteceu com outros organismos do Estado, que foram obrigados a pagar a CGA", diz Luís Reto, presidente do ISCTE.
De qualquer forma, a proposta ainda não foi apresentada ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago. "Estamos ainda à espera da negociação do ‘plafond' com o ministro", revela ainda Ramôa Ribeiro. Apesar de ter aberto o clima de negociações, anunciando um contrato de confiança com o ensino superior, Mariano Gago ainda não negociou com os reitores. Quando o fizer, será essa a fasquia que lhe será colocada pelos responsáveis do ensino superior para negociar com o Ministério das Finanças.
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