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Actualmente as emissões de televisão gratuita, RTP1, RTP2, SIC e TVI, transmitem em frequência analógica na faixa UHF.
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O regulador das comunicações, Anacom, acaba de lançar a consulta pública sobre o dividendo digital, que vai decorrer até ao dia 13 de Maio.
Numa altura em que a Europa está a discutir o destino a dar ao espectro - faixas de frequências - que serão libertas quando for desligado o sinal analógico, o chamado dividendo digital, Portugal não pode ficar para trás.
Actualmente as emissões de televisão gratuita, RTP1, RTP2, SIC e TVI, transmitem em frequência analógica na faixa UHF. Ou seja, cada canal é transmitido numa frequência.
Com a mudança para o digital, que a plataforma de Televisão Digital Terrestre (TDT) vai permitir, os canais são agregados nos designados MUX e enviados numa só frequência. Por isso, na mesma quantidade de espectro passa a difundir-se uma quantidade de informação muito superior que proporcionará uma utilização do espectro muito mais eficaz. E há quem queiras as "sobras" para outras utilizações. Resta saber qual será a decisão em termos comunitários.
O espectro radioeléctrico é um recurso público escasso e a sua procura na sociedade moderna tem vindo a crescer, estando na base de qualquer tipo de serviço sem fios, das comunicações móveis, da radiodifusão sonora e televisiva, de comunicações por satélite, de comunicações de suporte à navegação marítima e aeronáutica, entre muitas outras.
O desenvolvimento das comunicações móveis nas últimas décadas tem motivado uma procura crescente de espectro para suporte das redes que permitem fornecer aquele tipo de comunicações. É por isso que, sobretudo as operadoras móveis, se têm batido por ficar com o dividendo digital que o ‘switch off' - desligar do analógico - vai proporcionar.
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