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A terceira reforma financeira que será realiza no espaço de três anos terá um impacto de 50 mil milhões de euros nas contas da banca espanhola.
Uma tarefa verdadeiramente hercúlea é o que o governo de Mariano Rajoy espera dos seus bancos para este ano. Desde 2008 o sistema financeiro espanhol já realizou provisões de 66 mil milhões de euros, mas agora Madrid espera que a banca seja capaz de provisionar mais 50 mil milhões só este ano - o equivalente a 30% da capitalização bolsista dos sete principais bancos espanhóis cotados. "É o processo de saneamento mais intenso da União Europeia", referiu Luis Guindo, ministro da Economia.
Só nas contas das três maiores instituições do país - Santander, BBVA e La Caixa -, a terceira reforma financeira que o sector enfrentará no espaço de três anos irá traduzir-se num custo acumulado de 13.280 milhões de euros nas suas contas. Este montante será contabilizado pelos bancos, em termos médios, da seguinte forma: 50% será destinado a criar provisões específicas relacionadas com a exposição a activos imobiliários problemáticos, 30% para fortalecer o capital das instituições e os restantes 20% serão aplicados pelos bancos em provisões genéricas.
O Santander, por exemplo, revelou ontem que as novas regras obrigam o banco a cobrir 6,1 mil milhões de euros. Porém, nem todo este dinheiro terá um impacto nas contas do banco este ano, dado que no quarto trimestre de 2011 o Santander já levou 1,8 mil milhões de euros a resultados. Assim, para 2012, a reforma de Rajoy terá um impacto de 4,3 mil milhões de euros nas contas do maior banco espanhol, que será repartido entre dois mil milhões de euros para fortalecer o capital da instituição e 2,3 mil milhões de euros para a realização de novas provisões.
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