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Crise

Reestruturação da Nokia-Siemens em Portugal será "pequena"

Gisa Martinho   ,em Helsínquia
09/02/12 11:25

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Armando Almeida, administrador da Nokia Siemens Networks em Helsínquia, valoriza a competitividade da equipa em Portugal.

A operação da Nokia Siemens Networks (NSN) em Portugal, onde emprega cerca de 2.000 pessoas, é para "continuar a investir", garantiu Armando Almeida, administrador da NSN e responsável pela Europa e África, ao Diário Económico, à margem da visita de Cavaco Silva à sede da empresa.

A NSN está numa profunda reestruturação desde Novembro, que inclui o corte de 17 mil empregos, cerca de 23% da equipa total, dos quais 1.200 na Finlândia e 2.900 na Alemanha.

"Portugal é um dos países onde o impacto da reestruturação será sempre mais pequeno, se houver", avançou Armando Almeida, antecipando que o anúncio será feito nos próximos dias. Desde que a NSN, uma 'joint-venture' 50-50 da Nokia e Siemens, foi constituída em 2007, sempre deu prejuízos com excepção de dois trimestres. Apesar de uma facturação de 14 mil milhões de euros no ano passado, as casas mãe da NSN já deixaram claro que não vão injectar mais dinheiro na 'joint-venture' finlandesa-alemã, uma situação que obrigou a empresa de gestão de plataformas de redes móveis a procurar os mercados.

A NSN conseguiu 1,2 mil milhões de euros, quando procurava um encaixe de 1,5 mil milhões. Lisboa acolhe um centro de alta competência tecnológica e quatro laboratórios de inovação, no que o Presidente da República diz ser um caso de "sucesso" e a "prova de que o país é competitivo". O responsável português da NSN, há dois anos a trabalhar na sede da empresa Espoo, replica as palavras de Cavaco. "Em termos tecnológicos, de engenharia, as universidades portuguesas são boas.

O povo português, apesar das dificuldades, veste a camisola e da 150%. A produtividade das equipas em Portugal são superiores a qualquer parte", avalia Armando Almeida, que adianta estar a trabalhar com o Governo para "ajudar a atrair outras empresas para Portugal". O engenheiro adianta que Portugal e competitivo no mercado europeu, mas tem que "competir a nível global", com a China e Índia, e alterar o modelo social de forma a estar menos concentrado pelo indivíduo e mais num equilíbrio entre os interesses do indivíduo e das empresas.

 

 





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