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Em Macau, Teixeira dos Santos diz ser imperativo cortar na despesa do Estado.
E a redução da despesa pública é uma das duas condições mínimas fixadas pelo PSD para viabilizar o próximo Orçamento. A outra é não aumentar impostos.
Sublinhando a necessidade do corte nas despesas, Teixeira dos Santos mantém a meta de reduzir o défice de 7,3% do produto interno bruto (PIB) em 2010 para 4,6% do PIB em 2011, o que "implica uma redução na ordem de 4.000 a 4.500 milhões de euros".
"É uma redução muito significativa que exige, efectivamente, um esforço considerável de redução da despesa pública, mas também irá exigir - uma redução do défice desta magnitude - uma melhoria das nossas receitas públicas para atingir o objectivo", sublinhou.
Para Teixeira dos Santos "a redução da despesa pública é algo de essencial" para se poder "assegurar uma maior sustentabilidade e (...) também credibilidade do esforço de consolidação orçamental, mas uma redução da ordem dos 4.000 a 4.500 milhões de euros dificilmente poderá ser feita só com redução da despesa pública".
É que, avisou, reduzir apenas a despesa "iria implicar grandes perturbações e dificuldades ao funcionamento de muitas áreas da política, designadamente das políticas sociais" como a saúde e educação que ficariam comprometidas.
O ministro disse também que a experiência demonstra que "medidas de redução da despesa são medidas que demoram sempre um pouco mais de tempo a surtir efeito e a vermos os seus benefícios reflectidos no défice".
"Dado que nós estamos também num esforço de antecipação da consolidação orçamental, estamos a querer ser mais rápidos nesse esforço, nós também precisamos de assegurar que a redução se faça a um ritmo adequado e daí a necessidade também de termos um contributo da parte das receitas públicas", defendeu.
Teixeira dos Santos esteve hoje no Clube Militar de Macau a apresentar Portugal aos membros da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa e repete a promoção nacional sexta-feira em Hong Kong.
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