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Teixeira dos Santos apresentou hoje o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) português.
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Governo quer reduzir défice até 2,8% em 2013
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A bolsa nacioal sofreu poucas alterações depois da apresentação das linhas gerais do PEC e segue negativa, ao contrário das principais praças europeias. Os indicadores de risco de dívida estão estáveis.
O PSI 20 recuava 0,46% para 7.928,72 pontos e contrariava os restantes índices europeus, que seguiam na maioria em alta, animados pelos ganhos na banca.
O Governo liderado por José Sócrates anunciou hoje o seu Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), no qual prevê um défice de 2,8% e um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português de 1,7% em 2013.
"No geral, o plano não apresenta grandes surpresas, em termos de projecções de crescimento, défice orçamental e dívida pública", avançou Filipe Garcia da IMFC à "Reuters", alertando que os mercados podem considerá-lo "pouco ambicioso", com objectivos e medidas apenas para agradar os investidores.
Já Diego Iscaro, economista da Global Insight Consultants, considera que "numa primeira análise, o plano parece razoável" e que as previsões de crescimento são realistas, sustentando que "o ponto positivo sobre Portugal, é que o bom historial deste governo atribui-lhe credibilidade nos mercados obrigacionistas", ao contrário do que se passa com a Grécia.
"Talvez a única crítica a apontar seja o facto das metas de crescimento serem demasiado optimistas", referiu, por sua vez, Paula Carvalho do BPI, explicando que o programa do governo pode ser visto como demasiado dependente do crescimento económico, o que implica que se os dadaos do PIB desiludirem, "poderão ser necessárias novas medidas".
No mercado de dívida os indicadores de risco não sofriam grandes oscilações. O prémio, ou 'spread', exigido pelos investidores para comprarem Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos em vez das 'Bunds' alemãs, a referência no mercado, caía para 89 face aos 91 pontos registados sexta-feira.
Já o preço dos 'credit default swaps' sobre Obrigações do Tesouro a 5 anos apresentava uma quebra ligeira para 116 pontos.
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