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O sistema de detecção de veículos em excesso de velocidade instalado na cidade de Lisboa está reduzido, há mais de um ano, às suas funções dissuasoras.
Alguns funcionam mas a informação recolhida não é tratada, por incapacidade material de a tratar. Nunes da Silva, eleito pelo movimento Cidadãos por Lisboa, confirmou ao 'Público' que "a Polícia Municipal luta com falta de efectivos para processar toda a informação proveniente dos radares".
Para resolver a falta de meios, "foi encomendado um novo computador central e um programa informático para processamento automático dessa informação", disse o responsável pelo pelouro do Trânsito, que espera ter o sistema a "funcionar convenientemente até ao início do período escolar".
Nunes da Silva confirma que em 2009 estiveram avariados 14 dos 22 radares instalados, os quais têm vindo a ser reparados gradualmente. A maioria dessas avarias foi causada por vandalismos, havendo também um equipamento, no Campo Grande, que foi derrubado, em consequência de um acidente de viação.
Dos 14 radares avariados, nove foram já reparados, dois estão em reparação e três necessitam de ser total ou parcialmente substituídos. O processo só não é mais rápido porque não há dinheiro para pagar os arranjos.
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