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80 anos

“Quinta-feira negra” e os paralelismos históricos

Fernando Alexandre   e Pedro Bação
24/10/09 00:09


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Oitenta anos depois da "Quinta-feira negra", discute-se o fim da crise financeira internacional iniciada em 2007.

Embora a história não se repita, a incerteza relativamente à robustez dos sinais de recuperação alimenta o interesse por episódios semelhantes na esperança de neles se encontrarem as respostas que nos faltam. A Grande Depressão é para todas as crises financeiras a grande referência histórica. Vale a pena, por isso, recuperar essa história neste dia.

Apesar de conhecido como a "Quinta-feira negra", 24 de Outubro nem foi dos dias em que a bolsa mais desceu, nem foi o primeiro dia em que tal aconteceu em 1929. Com efeito, nesse dia o índice bolsista Dow Jones acabou por cair 2%, bastante menos do que tinha caído no dia anterior (6%). Por outro lado, a tendência de queda vinha já desde o início de Setembro, altura em que o Dow Jones atingiu o pico. Porquê, então, recordar este dia? Porque de facto se viveram momentos de pânico durante essa manhã, que resultaram numa oscilação de quase 13% do Dow Jones.

O pânico foi contido pela notícia de que um grupo de banqueiros teria chegado a acordo para dar ao mercado um "apoio organizado", ou seja, estariam dispostos a comprar acções para evitar a descida das cotações. À "Quinta-feira negra" seguir-se-iam outros dias de queda das cotações: a "Segunda-feira negra" de 28 de Outubro, com uma perda de 12%, e a "Terça-feira negra" de 29 de Outubro, com uma queda de 9%.


Comentários

Pedro Paiva, Carcavelos | 25/10/09 02:33
Quinta Feira Negra, é uma história de uma realidade bem diferente da actual onde os futuros tiveram uma importancia extrema para se realizar as trocas comerciais entre produtores e destribuidores numa altura em que a confiança esteve em minimos históricos. Pelo que sei e não sei muito, mas a nossa imaginação vai imaginar o seguinte quadro vivido nesses tempos; nos EUA a agricultura e a industria pesada eram os sectores de base de uma revolução industrial/Tecnologica devido à 1º Grande Guerra, motor de arranque para o desenvolvimento mais rápido. Nestes sectores tradicionais a população trabalhava em série, as regalias e direitos eram uma miragem mas havia emprego com a paz e as demoradas trocas comerciais faziam-se a bom ritmo era a esperança do pós-guerra. Muito poucos eram instruidos, o dinheiro do trabalho nas familias era muito pouco e o que tinham era colocado em lugar seguro muitas veses em casa. Com uma vasta população esperançada, os senhores dos negócios/poder sentiram que deviam gerar mais riqueza levando a que a população em geral tivesse mais consumo elevando assim os salários e aumentando os emprestimos gerando inflação nos preços. Como os Srs. do capital e alguns outros tinham as suas aplicações em bolsa, estes Srs. queriam mais riqueza mas queriam menos riscos, foi então que se fez o chamamento popular para o publico em geral adquirir parte do património das empresas inflacionadas tendo em vista o lucro dos propriatários e a redução do risco futuro visto que com o fim da 1º Guerra muita coisa estava a mudar e as empresas não podiam garantir crescimentos identicos aos passados. Com a abertura para uma situação nova, os preços praticados nas trocas em bolsa começaram a gerar uma evolução fora do normal criando uma bolha. Como é evidente quem manda é o grande capital, estes estando mais alertados para o risco da situação criada, ficam atentos à informação esperando uma noticia menos boa para vender as acções. No fundo o medo já existia no grande capital a faisca estava para breve, provavelmente alguns mais medrosos ou cautolosos anteciparam a venda, depois de uns são todos e compradores só os tontos que colocam as suas migalhas, muito capital ficou por vender. A queda é grande e as empresas perdem o capital gerado, em pouco tempo e dá-se uma redução da mão de obra, a fome espreita é só uma questão de tempo, o desemprego aumenta e a bolsa fica sem esperança, esta afunda ainda mais, neste momento equanto uns reclamam as acções que lhes venderam outros reclamam pela fome, surge a depressão até à Segunda Grande Guerra.

Hoje, graças a deus não temos depressão, isto é o mundo ocidental com assistência social e direitos conquistados. Temos sim uma revolução em movimento, não é verde é incolor, não é industrial é mental, não tem raça e é transversal para além de ser global, isto é uma rutura intelectual com os interesses e modos de estar das sociedades do passado. Com as mesmas armas e com novos instrumentos, a sociedade vai de novo prosperar é necessário sabermos onde estamos, para então seguirmos em frente na dita sociedade do futuro. Os mercados vão continuar a financiar a quem nele acredita. Hoje a fome escondida existe, mas não é fome. Fome existiu na Grande Depressão e existe em África e outros locais subdesenvolvidos. Nos EUA hoje à situações de fome porque não são evoluidos, isto é, a riqueza dos países tem que estar ao alcance da comunidade para se ter evolução, caso contrário é canalizar ou melhor, concentrar os aspectos positivos de uma sociedade e não querer ver o podre que corroi os pilares dos estados. Se conheço quem passa mal, como posso estar bem? Não poço exigir nada se não olho para mim? Aprender a estar em sociedade vai ser a luta do futuro, a população está a envelhecer e o eguismo aumenta, vamos ter graves problemas sociais se nada for feito nas mentes vindoras.


lui, | 25/10/09 21:52
Agora e o contrario graças ao Milagre da multiplicação das notas verdes. Para alguns tipo UBS AIG GS BAC fazem a festa afinal so faltam 400 pontos até novos maximos historicos

grande crise de facto mas só para alguns......


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