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Universidades

Quem vai pagar a avaliação do ensino superior

Madalena Queirós  
10/11/09 00:05

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1 leitores

A acreditação de cada curso novo deverá custar cerca de 2.300 euros.

A avaliação dos cerca de cinco mil cursos do ensino superior vai rondar os cinco milhões de euros. Uma factura que os reitores e os presidentes dos politécnicos remetem para o Estado. Também Alberto Amaral, presidente da Agência de Avaliação e Acreditação, defende que deve ser a tutela a financiar todo o processo de avaliação. A Agência vai cobrar cerca de 600 euros pela acreditação de cada curso existente. Para avaliar os 4.880 cursos em Portugal, a conta deve chegar aos três milhões de euros. Mas a factura é muito mais elevada caso esteja a analisar um pedido de criação de um novo curso. São 2.300 euros por cada um, o que significa que os cerca de mil pedidos de criação de cursos, que estão em análise na Direcção -Geral do Ensino Superior, deverão ultrapassar os 2,3 milhões de euros. Para conseguir criar um novo curso, as instituições terão ainda que apresentar um argumentário sobre a sua viabilidade, um plano de sustentabilidade e indicadores sobre a procura de emprego nessa área.

Só a Universidade de Lisboa terá que pagar cerca de 360 mil euros pela acreditação de novos cursos e licenciaturas existentes. "Uma factura que a universidade não tem disponibilidade para pagar" alerta Vasconcelos Tavares, vice-reitor da instituição. Também António Rendas, reitor da Universidade Nova de Lisboa, garante que na conversa que o Conselho de Reitores teve com Alberto Amaral "ficou claramente assumido que as universidades terão grandes dificuldades em pagar as avaliações dos cursos que já estão registados. Já bem basta termos adequado todos os cursos a Bolonha sem nenhum financiamento adicional, que foi uma coisa heróica".





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Comentários (2)

Sofia, Lisboa | 10/11/09 08:49
Comentando um pouco a última questão da noticia, referente ao investimento em Bolonha, na minha opinião foi um investimento que apenas ao Estado veio beneficiar, pois os alunos pouco ou nada beneficiam, vejamos que para poder circular na UE têm de obedecer a caracter burocratico, e o que é um curso de 3 anos??
O acesso ao ensino superior, infelizmente, tem um filtro cada vez menor, são escoados cada vez mais alunos para o ensino superior.
A tendência que verificamos neste momento é que devido ao desemprego, uma parte dos alunos pondera em seguir um curso profissional, pois fica preparado para o activo.
Quanto ao investimento na formação profissional, tenho de discordar com o comentário anterior, pois tem vindo a ser oferecido cada vez mais recursos nessas áreas de formação.nestes momento o que interessa é FORMAR, SEJA BEM OU MAL!!!


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