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A vida nocturna continua animada, mas a crise conduziu a uma mudança dos padrões de consumo. A cerveja é cada vez mais a eleita, em detrimento das bebidas brancas.
"Nunca vendi tanta cerveja como este ano". Esta bitola seria positiva se não escondesse, por detrás, a realidade da crise. Quem o reconhece é o responsável do bar Maria Caxuxa, João González, situado na Rua da Barroca, no Bairro Alto. A transferência de consumo das bebidas mais caras para as mais baratos é uma das estratégias que tem sido adoptada por quem sai à noite e sente a crise no bolso. O Económico foi ter com proprietários de bares e de restaurantes, bem como consumidores que, à noite, percorrem a labiríntica colina do Bairro Alto, rua acima, rua abaixo, para lhes perguntar o seguinte: como é que a crise se tem feito sentir nos hábitos de consumo.

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Comentários (2)
E disse muito bem, Sr.D,. Eu que o diga. Não sou alcoólico. Ultimamente sabe-me melhor a cerveja do que outras bebidas. Mas temos que levar em conta, que há anos atrás, as bebidas mesmo alcoalizadas, sabiam bem. Sabiam bem, pois havia pureza no seu trato, agora, só falsificações. Também não nos podemos ancharcar bebendo muita água, porque os rins podem ficar
afogádos.
So lhes faz é bem, essas bebidas dos 40% o que vao fazer com que nos todos paguemos mais as doenças dos outros daqui por 50 anos, pode ser que a crise dê para beberem é aguinha.
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