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Quatro dos nove bancos credores da Exponor já aceitaram participar no fundo imobiliário de 70 milhões de euros.
Quatro dos nove bancos credores da Exponor já aceitaram participar no fundo imobiliário de 70 milhões de euros, proposto pela AEP para acabar com a dívida de 40,9 milhões de euros daquela instituição.
A informação foi avançada por José António Barros, presidente da Associação Empresarial de Portugal, à margem do congresso europeu da sucessão empresarial que tem lugar durante o dia de hoje nas instalações da Exponor.
O presidente da AEP diz que "dois destes bancos já me confirmaram por escrito, enquanto que os outros dois confirmaram oralmente, pelo que agora estamos a aguardar as respectivas cartas". E ainda a adesão das restantes 5 instituições bancárias. A dívida está repartida praticamente em partes iguais pelos nove bancos.
Para José António Barros, a situação é clara: "existe um passivo do qual os bancos não têm nenhuma garantia, pelo que os associados daAEP por sua iniciativa viabilizaram a constituição de um fundo imobiliário que passará a deter o património afecto à constituição de feiras e congressos da AEP, ou seja, a Exponor".
Este património, segundo José António Barros, "está avaliado, segundo duas avaliações feitas em Novembro de 2011, em 90 milhões de euros".
O que nos propomos, continua aquele responsável, "é constituir um fundo no valor de 70 milhões de euros, os bancos ficam com 70%, a AEP com 15% e o restante capital é subscrito pelo público, uma vez que o nosso objectivo é cotarmos esta sociedade em bolsa". Com a entrada em bolsa, "ganhamos credibilidade e liquidez", garante o presidente da AEP que avança ainda que quer "o presidente da bolsa, quer o presidente da CMVM já estão informados desta situação".
Para uma segunda fase, a AEP pretende ainda "nos terrenos que temos nas imediações da Exponor, desenvolver um projecto imobiliário (escritórios, comércio e restauração) que permita aumentar a capacidade do fundo e sobretudo desenvolver a zona de feiras".
Para o presidente da AEP "este projecto imobiliário deverá levar cinco anos para se desenvolver".
Sobre a situação do Europarque, José António Barros é taxativo: "neste momento o Europarque já é do Estado, vamos ver o irá acontecer".
Porém como o Estado ainda não executou o aval, Barros adianta que está disponível juntamente com a autarquia de Santa Maria da Feira para tentar encontrar uma solução, nomeadamente continuando a utilizar o Estado através de um pagamento ao Estado.
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