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Os incêndios florestais consumiram até final de Agosto quase 106 mil hectares, revela o relatório provisório da Autoridade Florestal Nacional (AFN), sendo que aquele número equivale a cerca de 1% do território nacional.
Segundo os dados, divulgados hoje, entre 01 de Janeiro e 31 de Agosto arderam 105 806 hectares de floresta, contra 56 749 no ano passado.
A AFN adianta que este ano foram afectados 32 521 hectares de povoamentos florestais.
Os 105 806 hectares registados até Agosto estão longe dos 378 304 e 301 030 verificados em 2003 e 2005, respectivamente, em igual período de Janeiro a Agosto.
Segundo o relatório, a área ardida este ano é a maior dos últimos quatro anos, em período homólogo.
Até ao final de Agosto registaram-se 18 156 ocorrências, mais duas mil que no ano passado. Das 18 156 ocorrências, 3127 dizem respeito a incêndios florestais e
15 029 a fogachos. Na última quinzena de agosto "regista-se um aumento da área ardida em povoamentos face" aos últimos 15 dias do mês que, contudo,
"representa menos de metade da área ardida em matos", lê-se no relatório.
Portugal já não atinge este ano os valores traçados pelo Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios para 2012, que tem como objectivo reduzir a área ardida a menos de 100 mil hectares por ano.
Segundo o relatório, o distrito da Guarda contabiliza a maior área ardida (23 782 hectares), seguindo-se os distritos de Vila Real (16 849), Braga (14 863), Viana do Castelo (14 121) e Viseu (12 959). Estes cinco distritos fazem mais de três quartos da área ardida contabilizada até ao final Agosto.
Já os distritos do Porto, Aveiro e Braga concentram 53% do total das ocorrências entre 01 de Janeiro e 31 de Agosto. Porto é o distrito com mais ocorrências (5068), depois de Aveiro (2599) e Braga (2027).
Os dados provisórios da AFN indicam igualmente que se registou um "acréscimo significativo do número de ocorrências no mês de Agosto", quando foram contabilizadas 9433, "valor superior à média do decénio em cerca de 45%".
Contudo, este acréscimo "não é acompanhado pelo valor da área ardida, que apenas cresceu em 9%". Segundo o relatório, durante o mês de Agosto contabilizaram-se 81
383 hectares consumidos pelas chamas, aproximadamente 77% do total registado nos primeiros oito meses do ano.
"Mais de 50% das ocorrências cuja causa foi investigada e apurada pela GNR, até agora, resultaram de negligência por uso do fogo", adianta o documento.
A AFN diz ainda que até ao final de Agosto foram contabilizados 113 grandes incêndios (com uma área igual ou superior a 100 hectares), 19 dos quais com uma área superior ao milhar de hectares e na sua totalidade registados no mês de Agosto.
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Comentários (4)
Seria bom que apresentassem a área ardida em valores que tenham algum significado para o comum dos leitores e não simplesmente em hectares (ha) de modo a se ter a noção real da área afectada, sendo que seria muito mais compreensível se a superfície fosse apresentada em Km2 ou, melhor ainda, em Km x Km.
Os 106000ha dão então 1060km2 (o que representa mais ou menos Portugal ao comprido por 1Km) ou de 33Km x 33Km que creio ser o valor de mais fácil compreensão.
"Segundo o relatório, o distrito da Guarda contabiliza a maior área ardida (23 782 hectares),"
- Estou com uma pena!!! O Director do Parque Natural que os fosse apagar!!
Venha lá o ministro todo descontraído a dizer que ardeu menos que em 2003 e 2005!
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