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Recorrer a um empréstimo pessoal para pagar as férias é quase proibitivo: as TAEG superam os 19%.
Há cinco anos, por esta altura, os sites dos bancos e das sociedades financeiras estavam repletos de campanhas promocionais relacionadas com a concessão de crédito para férias. Actualmente, e com raras excepções, as instituições financeiras deixaram de promover este tipo de crédito. Com a prudência e o bom senso a aconselhar cada vez mais os portugueses a não aumentarem os seus níveis de endividamento, fazer um crédito para férias deixou de ser uma prioridade. E, olhando para as taxas de juro que estão a ser praticadas pelo mercado para a contratação de um crédito com este objectivo é possível verificar que os valores são proibitivos.
O Diário Económico realizou cinco simulações em sites de bancos e sociedades financeiras para saber quais são os custos associados a um crédito pessoal para pagar as férias de Verão de uma família. Foi tido em conta um empréstimo no valor entre 2.000 a 2.500 euros a pagar, sempre que possível, em 24 meses. Os números mostram que as taxas anuais efectivas globais (TAEG) variam entre os 14,58% e os 19,85%. Contas feitas, significa que os consumidores pagam em juros, comissões, seguros e impostos valores que oscilam entre os 251 euros e os 485 euros, no caso das simulações realizadas. Apesar destes valores serem meramente indicativos e de não serem uma garantia de que a instituição irá conceder este financiamento, os dados permitem verificar como esta solução para pagar as férias poderá ser penalizadora para os orçamentos de muitas famílias.
Se o recurso ao crédito ao consumo não é a solução indicada para pagar uma viagem de lazer, que outras alternativas existem? O ideal será programar as férias de acordo com a disponibilidade do orçamento de cada família. O objectivo é pagar os dias de descanso "a pronto", evitando qualquer tipo de endividamento. Se, apesar deste conselho, quiser fazer as suas férias de sonho e colocar a crise e a austeridade para trás das costas, existem outras soluções alternativas ao crédito pessoal. Uma delas poderá passar pelo pagamento das férias com recurso ao cartão de crédito. No entanto, tenha em atenção que esta opção só é vantajosa se o consumidor liquidar a dívida dentro do período de crédito gratuito (que varia entre os 20 e os 50 dias).
Isto porque se optar pelo pagamento faseado da dívida, os encargos poderão ser muito onerosos, já que segundo os dados do Banco de Portugal, as instituições podem cobrar TAEG até 37,2%. Na verdade, analisando os preçários dos cinco maiores bancos portugueses é possível verificar que, quase sempre, as TAEG aplicadas para os seus cartões de crédito superam os 20%.
Outra solução poderá passar pelo financiamento concedido junto das próprias agências de viagem. Recorde-se que algumas agências , como é o caso da Abreu ou da Geostar, têm parcerias com sociedades financeiras, o que lhes permite facilitarem linhas de crédito sem a cobrança de juros. Neste caso, o pagamento da viagem é feito em cinco ou 12 mensalidades. No entanto, esta "benesse" não se aplica em todas as situações. Por exemplo: o crédito sem juros não se aplica a destinos de férias que estejam em promoção ou quando o consumidor queira apenas comprar a passagem aérea para o destino de férias.
Trabalho publicado na edição de 6 de Julho de 2012 do Diário Económico
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