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Público dá por encerrado processo de corte de custos com redução de salários

Económico com Lusa  
23/01/12 17:10

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A administração do Público e os quadros do jornal concluíram o processo de negociações para corte de custos, tendo a meta de redução anual de 800 mil euros com salários sido "alcançada", disse à Lusa fonte da administração.

"A empresa acordou massivamente, por um lado, a alteração da modalidade de isenção de horário de trabalho, que faz com que haja uma redução salarial, e por outro, com os trabalhadores que não beneficiam de suplemento por isenção de horário de trabalho, foi acordada a redução dos respectivos horários", indicou à Lusa Cristina Soares, administradora do jornal com o pelouro dos recursos humanos.

O Público pagava aos colaboradores com isenção de horário de trabalho o suplemento respetivo pelo montante máximo previsto em lei. Passa a retirar a este montante o equivalente a duas horas por semana a todos os trabalhadores com este suplemento que assinaram a redução voluntária de salários. De acordo com fonte dos trabalhadores, no final de Dezembro, 92%  dos trabalhadores do Público manifestaram à administração do jornal a intenção de assinar o acordo de redução salarial.

"Sei que existiu um conjunto reduzido de pessoas que manifestaram o interesse de compensar a redução de horário. Esses casos serão geridos pela direcção editorial", disse a administradora, sublinhando que não haverá qualquer compensação remuneratória. O acordo alcançado tem uma validade de 18 meses, semelhante ao assinado pela administração e os colaboradores da empresa em 2009, indicou ainda Cristina Soares.

As reduções salariais foram uma alternativa encontrada à suspensão temporária dos contratos ('lay off') de 21 trabalhadores, que a administração da empresa começou por propor inicialmente. Os trabalhadores rejeitaram o 'lay off' em sucessivos plenários e sugeriram outras medidas de corte de custos. O jornal não abriu qualquer programa de rescisão voluntária, mas "a empresa sempre teve a postura de estar apta a analisar condições para rescisões voluntárias", disse, por outro lado, a administradora, quando questionada sobre se o jornal considerou ou poderá considerar esta solução.

Para já, o acordo alcançado deixa o jornal "preparado" para enfrentar uma conjuntura económica adversa, aliada a uma crise específica por que atravessa a imprensa há vários anos, garantiu a administradora. "Estas poupanças são para fazer face à conjuntura em que vivemos. Uma conjuntura económica e financeira que conhecemos, mas também a da mudança do meio físico da imprensa do papel para o digital", cujas receitas em publicidade, "apesar de estarem a crescer a dois dígitos, não compensam a quebra de receitas no papel", explicou Cristina Soares.





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